Martyrdöd

Banda: Martyrdöd

Título: “Hexhammaren”

Editora: Century Media

Data de Lançamento: 10.Maio.2019

Este já é o sétimo álbum desta banda que conjuga os estilos de metal melódico, death e crust punk, diria quase que criaram um som bastante próprio. Formaram-se em 2001 em Estocolmo, Suécia, por Mikael Kjellman na guitarra e por Jens Bäckelin na bateria mas depressa juntaram os amigos Dawa nos vocais e Axel Gustavsson para o baixo. O primeiro álbum de estúdio teria o estilo que hoje em dia chamamos de BlackCrust metal. Houve entretanto mudanças de editoras e de membros de banda culminando neste Hexhammare numa implacável mistura de metal com um hardcore cru e punk com pitadas de melodias nórdicas que caracterizam o som desta banda.

“Hexhammaren” qual martelo das bruxas chega para desobstruir caminho e num ritmo à velocidade luz mostra o que esta banda traz neste álbum. Vocal demolidor, batida frenética e guitarra poderosa.”Rännilar” não destoa e segue com a mesma fórmula. No entanto tendo musicas estruturalmente similares tais como “Helveteslarm” “Warand Peace” e “BaitandSwitch” deixa o ouvinte com a sensação que estamos continuamente a ouvir a mesma faixa. No entanto saliento a segunda metade da “Nästa System” onde o inventivo solo de guitarra está fenomenal.

O vocalista Mikael Kjellman tem um vocal bastante potente, e reforço na potencia, pois com um gutural assim por vezes deveria ser mais doseado, pois em “Den Sista Striden” e “In the Dead of Night” os riffs perdem destaque para a secção vocal, tão potente e alto que parece recusa-se a terminar.

“Pharmaception” mostra algum groove nos segundos inicias, tendo no entanto o vocal acima de qualquer instrumento mascarando todo o envolvimento instrumental deixando apenas a voz demasiado evidenciada.

“Judgmentday” continua no mesmo registo veloz e furioso tendo na última “Sthlm Syndrom” um início deveras melódico e ao longo da faixa mantém-se um subtil registo dessa melodia. Aqui o vocal está nos sítios certos e na devida intensidade.

Parece ser difícil manter este estilo de música sem se tornar monótono ao longo de um álbum, mas na verdade foram os Martyrdöd que criaram este mesmo estilo. Quando eles esforçam-se mais e aventuram-se fora dessa zona de conforto, as recompensas são óptimas. Os solos de guitarra em particular merecem menção a sua inserção nunca parece forçada, mas tira algumas nuances a algumas músicas.

Se procuram por música veloz que faz soltar a raiva, que conjuga voz furiosa e aos berros, esta banda é o que procuram!

Pontuação: 7/10

Por: Paula Pedroso

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