Fear Incorporated

Banda: Fear Incorporated

Título: “Apparitions”

Editora: Sacred Realms Records

Data de Lançamento: 24.Abril.2019

Banda que integra Wiliam Westwaver da banda de cyber punk “Sensory Savage” na voz e sintetizadores, e Berwyn Waddon trazem o sétimo álbum num género classificado de teatro macabro com rock avant-garde e barroco. É uma diferente abordagem á música alternativa utilizando uma fusão de diferentes tipos de estilos e géneros mostrando elementos do macabro real e ilusão, passado e presente. Ficou no entanto decidido que os temas dos álbuns seriam baseados em morte, canibalismo, fobias, assassínios e tudo o que rodeasse esses temas, dai o nome da banda ser “Fear Incorporated”.

“Ouija Board” é a primeira a arrancar com um vocal meio que distorcido para criar atmosfera de algo fora deste mundo, secção musical com pouco impacto, relevo para os sintetizadores. “DevilDoly” dá-nos uma melodia a invocar algo demoníaco mas de mansinho e sem grande alarido. A secção vocal segue o mesmo mote com entoação que vinda do túmulo meio tremida, sem ser profunda.

“Death Rehearsal” conjuga secção apenas vocal e pouca intervenção instrumental, numa atmosfera evocativa. Segue “Exorcism” aqui com instrumentos presentes numa melodia algo que suave e sempre coerente com o ambiente que pretende transmitir. Guitarras discretas e ausência de riffs relevo aos sintetizadores e voz.

“Hypnos” é um interlúdio de apenas um minuto e meio instrumental evocativo de ambiente sombrio que nos traz “BaronSamedi” com cântico cerimonial inicial dando abertura aos sintetizadores e à voz, uma das faixas que sobressai sem dúvida.

“The Hauting” e “Nightshade” seguem o mote de invocação e atmosfera obscura e sentimentos de vazio em que conjugam a música com a voz muito bem.Segue “Gipsy Curse” com uma letra bem interessante e seguindo o mote melódico das anteriores esta é outra das faixas que saliento. Acho a música extraordinária pois pode-nos transportar para dentro de nós mesmos e trazer à superfície as emoções que rodopiam na nossa alma, explorando a dualidade de luz/trevas, amor/ódio, medo/coragem. Este álbum claramente explora o lado das trevas com transições melódicas e atmosferas sombrias a condizer.

“GhostTrain” trabalha instrumentos efusivamente para recriar ambiente surreal e “Blood Moon” junta batidas de sino para invocar a deusa da noite. Terminamos em instrumental com “Gloom” a viagem pelo lado das trevas e sombras.

Confesso que desconhecia este género no entanto algumas das musicas chamaram-me a atenção, quer fosse pela letra ou pela melodia. Quem quiser atmosfera de Halloween em plena primavera é favor ouvir isto! Pois dia das bruxas é quando as mesmas querem! 

Pontuação: 7,5/10

Por: Paula Pedroso

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