Belzebubs

Banda: Belzebubs

Título: “Pantheon of the Nightside Gods”

Editora: Century Media

Data de Lançamento: 26.Abril.2019

Criado pelo artista finlandês JP Ahonen, os Belzebubs fazem parte de uma história de banda desenhada em que apresentam-nos uma adorável família apaixonada por metal e todas as suas sombrias aventuras. Desde ter um bebé a almoçar com a avó a banda desenhada apresenta coisas quotidianas normais que qualquer família faria, mas de um jeito black metal estranhamente adorável.

O projecto ganhou uma dimensão tal que em meio de 2018 saiu o single “Blackened call” que obteve reacções bastante positivas dos fãs e da crítica. No final desse ano foi anunciada a data para lançamento do álbum de estreia “Pantheon of the night side gods” com cinquenta três minutos de um fantástico black metal melódico.

Começamos com o segundo single lançado pela banda, “Cathedral sof Mourning” com um ambiente obscuro e atmosfera de catedral, numa introdução que flui com notas de piano e irrompe com a voz de Sloth. “The Faustian Alchemist” segue o registo numa conjugação dos instrumentos onde impera uma melódica conjunção de teclas e sintetizadores.

“Blackened Call” tem abertura épica e é uma faixa sempre a abrir de puro black metal melódico. A escrita das letras é um dos pontos fortes neste álbum, além da diversidade melódica e ambiente ao longo das nove faixas, pois temos várias mudanças rítmicas bem presentes. “Acheron” mostra um inicio bem melódico que irrompe com a secção vocal bem demarcada num gutural potente e com atmosfera obscura e sombria. Conjugação que em “Nam Gloria Lucifer” leva-nos mais a fundo aos estrépitos melódicos do black metal. O gutural consegue chegar ao círculo mais fundo do inferno voltando à superfície de maneira vulcânica.

Na seguinte “The Crowned Daughters” o registo inicial assenta numa guitarra solitária com riffs de abertura mais longos trazendo o som noutro nível e registo até porque apresenta vocal limpo que dá uma dimensão complemente nova ao estilo. “Dark Mother” temos notas melódicas que contribuem com mais substancia à música. Durante todo o álbum conseguimos perceber apontamentos progressivos que conseguem retirar um pouco a monotonia do black metal dando assim uma seriedade e maturidade a este álbum inigualável.

“The Werewolf bride” consegue manter o registo e mostra uma simplicidade feroz antes mesmo da última faixa que dá o nome ao álbum. Embora inicie de forma melancólica com som de guitarra e teclas apenas ao minuto dois e trinta segundos é que irrompe o gutural potente e conjuga na perfeição o dueto de vozes em que o vocal limpo faz presença. Em adicional temos  a fabulosa orquestra que tem lugar no centro da cena levando-nos a um epílogo emocional do álbum.

Embora os actores por trás da banda continuem anónimos, o vocalista soa muito com o Niilo Sevänen dos Insomnium assim como em termos de membros da banda a sugestão é que haja mais elementos de Insomnium incluídos, não obstante têm um talento imenso como músicos e este álbum não pode ser ignorado.

Pontuação: 9,5/10

Por: Paula Pedroso

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