Tronos

Banda: Tronos

Título: “Celestial Mechanics”

Editora: Century Media

Data de Lançamento: 12.Abril.2019

Tronos é um projecto novo em que Shane Embury, baixista de Napalm Death e Russ Russel, produtor e músico Britânico, colocaram todos os ideais e know-how efectivamente na prática, em algo que já estava na forja há bastante tempo apresentando-nos uma abertura épica com “Walk among the Dead Things” com riffs bem agitados e bateria cheia de vigor.“Judas Cradle” tem uma musicalidade mais negra com sons mais arrastados dando uma atmosfera de Doom/black à faixa. “The Ancient Deceit” arranca com bateria pujante e vocal bem puxado. Tem um ritmo alucinante e embora seja a musica mais curta do álbum confesso que foi a minha preferida.

“The Past will Wither and die” regista sonoridade mais doom com ritmo mais lento e algo que arrastado. Já na seguinte faixa “A treaty with reality” voltamos ao som mais aberto com riffs bem rasgados, no entanto o final surpreende com algo como que gótico e obscuro. “Voyeurs of Nature’stragedy” segue nesse registo levando-nos a algo profundamente breu e reflexivo, transportando-nos a um ambiente em que o som do violino arranca uma sensação de melancolia extrema.

“Birh Womb” rebenta os ouvidos num completo acordar com bateria pulsante e guitarras a destilar alvoroço. Shane não está a tocar baixo optando por tocar a guitarra principal e ser o vocalista principal, o que mostra uma faceta fantástica deste artista. Em “Premonition” que é a faixa seguinte junta-se o vocalista Snake dos Voivod dando uma contribuição extraordinária na secção vocal adicionando uma dimensão fantástica à música.

Tronos vêm muito bem acompanhados pois na bateria é Dirk Verbeuren que colaborou com Soilwork e Megadeth, no baixo também se juntou Billy Gould dos Faith No More e o enorme Troy Sanders de Mastodon também Dan Lilker de Nuclear Assault e SOD e a extraordinária vocalista que também trouxe o violino Erica Nockalls dos The Proclaimers.

“Beyond the stream of consciousness” é inspiradora com cada instrumento no tempo certo, cada secção bem delineada transportando-nos algures entre o consciente e o contemplativo. Que nos leva à última faixa numa versão “Troniana”fantástica de “Johnny Blade” dos Black Sabath.

Temos diversos estilos e géneros neste álbum o que reflecte um pouco o conceito empregue de espaço, viagens, vida e morte, no entanto achei um pouco estranha a escolha da cover de Black Sabath para encerrar um álbum nesse conceito, mas revendo a letra faz todo o sentido, dando um final épico e conclusivo ao álbum:

“Life has no meaning, and Death’s his only friend
Will fate surprise him, where will he meet his end?
He feels so bitter, yes he’s so full of hate
To die in the gutter, I guess that’s Johnny’s fate

…/…

Pontuação: 8/10

Por: Paula Pedroso

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