Rogers

Banda: Rogers

Título: “Mittelfinger Für Immer”

Editora: Century Media

Data de Lançamento: 08.Março.2019

Em 2017 esta banda de Punk Rock de Dusseldorf viu o reconhecimento que andava á procura com o álbum “Augen Auf” pois conseguiu o 37º lugar nas tabelas alemãs e voltam agora depois de um período atribulado de digressões, festivais de verão e mesmo algumas mazelas, pois o vocalista Chri e o baterista Dom sofreram ferimentos num dos pés.

Uma última noite ou “Einen Letzten Abend” arranca com melodia cativante e as guitarras a rasgar numa música cheia de ritmo. Em termos de conteúdo este quarto álbum de estúdio dá-nos uma variedade de tópicos que os próprios músicos tiveram de lidar ao longo dos anos. Um exemplo “Zu Spät” que é a faixa seguinte ou em Português tarde demais, eles falam de como lidar com as consequências do excesso de capitalismo, contextualizando a guerra do médio oriente que levou à crise dos refugiados.

“Mittelfingerfürimmer” a faixa que dá nome ao álbum vive da energia mas também e mais uma vez da letra, que em parte critica profundamente a sociedade. O lidar com as fases da vida. Segue “Schon Okay” num registo que segue a melodia e batida rápida. Destaca-se a bateria que consegue alternar registos. Em temos de letra retrata o mesmo tópico da anterior. “Geh mir nichtmehrauf die Eier” é a seguinte com melodia não tão rápida e com secção mais calma a meio.

“Woimmerdugeradebist” ou Onde quer que tu estejas tem registo um pouco mais calmo. Saliento a secção de guitarra acústica que desenvolve numa quase balada com alguns elementos de indie rock. “Ganz Nachoben” começa calmo mas termina com batida apressada e bastante guitarra e elementos melódicos.

Hartesleben ou Vida Dura aqui com participação de Schmiddelfinger que conjuga algumas secções de rap o que faz com que Rogers consigam provar que também conseguem conjugar outros elementos diferençados na sua música.

“WoGehörichhin” tem apontamentos de um som mais alternativo já em “Werwirftdenersten Schein” voltam à batida rápida com letra debitada um pouco mais acelerada. Na décima primeira faixa “Weit Weg” traduzido maneira distante, o registo mantem o da anterior.

Fürdich também tem sonoridade de quase balada com batida mais compassada e ritmo mais lento que as anteriores. Na última “Ich Bleibehier” em que eles dizem que ficam aqui..Se é alguma dica de como planeiam continuar a tocar está bem patente no ritmo adoptado e sonoridade empregue no álbum.

Boa criatividade na construção das letras e habilidade de fazer música com ritmo mais acelerado. A banda tem agendado para o presente mês de Abril uma grande digressão de concertos na Alemanha, Áustria e Suíça para apresentarem “Mittelfingerfürimmer”. Eles vão acompanhar as vinte datas das bandas Marathonmann e Engst infelizmente Portugal não consta das datas.

Pontuação: 7,5/10

Por: Paula Pedroso

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