Pristine

Banda: Pristine

Título: “Road Back to Ruin”

Editora: Nuclear Blast

Data de Lançamento: 18.Abril.2019

Rock tocado de maneira clássica ou mesmo uma bem conjugada miscelânea de blues, rock clássico e blues rock “à lá seventies”! A banda estabeleceu-se em 2006 e são de origem Norueguesa, já ganharam alguns prémios nesta categoria de música, em 2010 na Noruega os campeonatos de Blues e “Union Blues Cup”. Em 2012 nos estados Unidos o “Internacional Blues Challenge” e em 2016 o álbum “Reboot” ficou nomeado na mesma categoria nos “Spellemann Prize”.

Com uma voz que denota uma infusão da cena rock vibrante com letra apelativa temos Heidi Solheim que no arranque da faixa que inicia o álbum “Sinnerman” mostra o seu poderoso groove vintage, num puro Rock ‘nRoll. Existe um equilíbrio entre faixas curtas e mais longas que nos deixam fluir um pouco nas melodias. Na faixa seguinte e que dá nome ao álbum “Road back to ruin” é notório a linha rítmica numa tentativa, bem conseguida, de transmitir uma atmosfera crua com o guitarrista Espen Elverum Jacobson a dar o seu contributo em e até ao final da faixa. Seguimos com “Blue bird” numa atmosfera mais Rhythm & Blues, com letra repetida quase como mantra de vida que nos leva a um abrandamento e depois retorna, como seria de esperar, quase ao inico, numa melodia deveras cativante. “Landslide” mantem um pouco esse registo mas com destaque para a guitarra e para um ritmo mais melódico e quase que dançável.

“Aurora Skies” é uma balada suave, com melodia minimalista, pois assim dá enfase à voz de Heidi que no decorrer dos cinco minutos mostra bem o que vale. “Pioneer” inicia-se devagar e de mansinho e depois eclode num ritmo Rock ‘n Roll com guitarra e bateria em conjunto. Letra e melodia bastante cativante. “Blind Spot” irrompe sem pretensões de ser algo mexido, traz-nos ambiente acolhedor e relaxante com evidência na voz de Heidi mais uma vez. A secção do refrão é uma explosão sonora bem calculada. “The Sober” continua nesse registo.

“Cause andeffect” traz-nos uma atmosfera mais intimista, com a musica a conjugar uma bateria mais compassada com a guitarra bem discreta que no entanto surge imperiosa num solo.

“Your song” surge com acordes simples numa música que mais uma vez evidencia a secção vocal, num ritmoblues com melodia quase de embalar e bater o pé até que chegamos à última faixa do álbum “Dead End” numa esfusiante batida e riffs de guitarra, num evidente e memorável tributo ao rock ‘n roll, seja ele vintage ou não.

Para quem não conhece, e á primeira vez que escutem este álbum muitos não conseguirão entrosar neste estilo, mas acreditem se ouvirem mais vezes vão gostar. É um álbum único de Blues Rock bem tocado e com uma vocalista poderosa.

Pontuação: 7,5/10

Por: Paula Pedroso

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