Living Impressions

Banda: Living Impressions

Título: “The Big Dipper”

Editora: Independente

Data de Lançamento: 31.Janeiro.2019

Projecto a solo de Rui Santos, antigo membro de Iodine, Thearchaist e Mend your loss, que aqui toca todos os instrumentos desde a guitarra ao baixo passando pelas teclas e culminando na bateria.

Natural de Leiria Rui Santos apostou numa vertente progressiva e atmosférica onde reina o baixo e as guitarras de oito cordas num álbum de oito faixas.

Irrompe com “Dubhe” numa sonoridade bastante cativante espraiando-se ao longo de quatro minutos numa constante melodia em que evidencia-se a guitarra. “Merak” arranca com evidência de guitarra e bateria num ritmo acelerado.

“Phecda” faz como que pausa, muita guitarra e baixo bem conjugado com teclas. Secção de melodia clássica que faz apontamento elegante na composição musical. “Megrez” tem algo de R&B no início no entanto a secção de guitarra chama-nos de volta numa secção vibrante. Assim como na faixa seguinte “Alioth” num som em que predomina a guitarra dedilhada a preceito. E continuamos na escuta sendo de seguida a sexta faixa “Mizar” com guitarra a dar os acordes iniciais e sempre a ouvir-se de fundo. A bateria nota-se não em demasia deixando os restantes instrumentos se evidenciarem, caso do baixo e teclas numa excelente concordância de som.

Em “Alkaid” temos a mestria do saxofonista Marc Simon e a mistura de Adam Bentley a dar uma dinâmica de som excelente, assim como outra dimensão. Para mim o saxofone remete-nos às sonoridades do jazz empregando aqui o sentimento que essa música transmite. A secção de guitarra e bateria é que nos faz recordar do som progressivo e algo que acelerado como deve ser.

Na última faixa “Merak” que conta com a participação de Gabriel Ramos que nada mais, nada menos é o vocalista da banda de metal progressivo do Canada AfterWake e que é um contributo fantástico. A dinâmica que emprega à música e o alcance vocal do mesmo é excelente.

A dinâmica instrumental está bem entrosada numa forma que todos os instrumentos sobressaem na altura certa dando o som energético e dinâmico necessário á letra que para mim está fenomenal. Refrões como: “When are you going to see, all the gathered lies, nothing is sacred if you can’ decide” e “From this side, lost in the screen, Dopamine highs”  com a voz mais carregada, não diria gutural, mas com vocal mais duro, transmite a urgência da tomada de decisões e consciência.

Álbum bem produzido, com excelente mistura e um talento português aos comandos só poder ser bom e com um epílogo mais fantástico ainda.

Pontuação: 8/10

Por: Paula Pedroso

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