Eluveitie

Banda: Eluveitie

Título: “Ategnatos”

Editora: Nuclear Blast Records

Data de Lançamento: 05.Abril.2019

Som genuinamente Celtic Folk Metal com influências de Death Metal Melódico numa sonoridade bastante cativante e cheia de ritmo esta banda conseguiu ao longo dos anos ocupar um nicho muito próprio do universo metal. Ao longo dos anos continuam preocupados com a mitologia celta e história da Gália e sua cultura de muitos anos atrás. Os nove músicos que constituem a banda conjugam-se e estão todos perfeitamente sincronizados uns com os outros não se notando nada de novo nas estruturas musicais assim como nas letras, havendo neste álbum, o oitavo de longa duração, alguns pequenos/grandes pontos a salientar.

Em “Ategnatos” e como tem vindo a ser comum em todos os álbuns da banda tem início com palavras faladas enquanto a música cresce de fundo nesta que é a faixa que dá o nome ao álbum.

Segue “Death Walker” numa vertente mais groove-metal, havendo aqui plena exploração sonora por parte da banda. “Black Water Dawn”, “A Cry in the Wilderness” e “Raven Hill” trazem a bateria de Alain Ackermann que colabora eficientemente não trazem nada de novo. Existem ao longo do álbum alguns interlúdios instrumentais onde predomina a flauta de sopro e canto. Para todos os efeitos, a banda manteve uma grande parte de suas raízes de folk metal, embora haja muitas músicas no álbum que remontam a um som mais tradicional do death metal, similar ao que a banda tinha em álbuns anteriores como é o caso da oitava faixa “Worship” com a participação vocal de Randy Blyth dos LambofGod emprestando uma componente mais pesada à musica. Também há algumas faixas sonoras mais leves como ‘Ambriamus’ e uma balada em ‘Breathe’…

Saliento o vocalista Chrigel Glanzmann que mantem uma voz fantástica, o contraste entre um vocal mais duro e o suave que acontece com a graciosa e bela Fabienne Erni é realmente um dos elementos-chave que dão a Ategnatos muito do seu poder emotivo, aliás nas faixas “Ambriamus”, “The Slumber” e “Breathe” tem a sua completa entrega vocal e não funcionariam sem a força e paixão que a Fabiennemostra. Em “Threefold Death” a sua voz emprega muito mais profundidade à música assim como o uso da harpa celta.

Musicalmente, o restante da banda tem um excelente desempenho. Há algumas músicas com algumas secções de óptimos trabalhos de guitarra de Rafael Salzmann e Jonas Wolf, particularmente em faixas como “Breathe” e “Rebirth”, e um adicional de peças de violino de Nicole Ansperger como o solo de “Deathwalker”. Além disso, não havia muito que se destacasse como sendo idealmente exclusivo para este álbum em relação a outros álbuns da banda, que não estava vinculado à nova abordagem deles.

No geral, a mistura é tão equilibrada como se poderia esperar de um álbum Eluveitie. Os elementos folclóricos são respeitosamente colocados, e o álbum nunca se sente como se algum componente particular de som estivesse a ofuscar outro.

Pontuação: 9/10

Por: Paula Pedroso

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.