What Lies Beyond

Banda: What Lies Beyond

Título: “Coup de Grâce”

Editora: Self Released

Data de Lançamento: 02.Fevereiro.2019

Os What Lies Beyond são uma banda origináriadaCroácia e formaram-se em 2012. No ano de 2015 lançaram o EP “Transcendence” que teve bastante sucesso eno final de 2016 a banda entrou em estúdio para gravar o álbum de estreia “Coup De Grâce”.

O álbum abre com “Turning Tides” uma faixa com riffs de guitarra muito melódicos e rápidos, com um excelente solo que fica no ouvido, sendo a bateria relativamente modesta. Aqui quem brilha é o vocalista Ivan Šipićque mostra toda a elasticidade que tem na voz,desde uns guturais de arrasar a uns vocais limpos e muito harmoniosos. Seguimos com “Drink the night away” faixa mais agressiva com solos de guitarra a dominarem do princípio ao fim dando um pequeno espaço à voz do vocalista e à bateria.Chegamos à faixa que tem das melhores batidas de todo o álbum, “Behind the Closed Doors” cativa a forma como a bateria aqui sobressai e nos envolve naquele ritmo frenético que nos faz saltar acompanham as guitarras sem obscurecer a batida e mesmo a nível de vocalização é uma conjugação perfeita, com uma sonoridade de crossover de voz de death metal com um ritmo de speed metal.

Falando um pouco das outras faixas “Edgeof Sanity” tem um começo um pouco mais lento, iniciando com um solo de guitarra sereno com explosão sonora tornando-se mais enérgica mas com aquela intensidade brutal de som e não de velocidade. “Guilty Crown” é furiosa e veloz. Aquelas guitarras arrepiam com o som acutilante que sai delas e a bateria como sempre não desaponta. Temos ainda “Nothing left to Prove” que será talvez a faixa menos interessante do álbum, com uma batida e ritmo mais comum não tendo particularmente nada que se destaque.

“Marylin Rose pt1” é uma faixa mais virada para uma balada, tendo um começo muito belo com um solo de piano que nos acompanha em toda a musica. A “Marylin pt2” já é uma faixa mais ritmadacom guitarradas e batidas fortes e melódicas mas, sem deixar uma impressão duradoura. Ao contrário temos “Confessions” que impressiona pela sua rapidez e conta com uma participação vocal feminina que se conjuga perfeitamente e que não está acreditada em nenhuma parte. A batida da bateria é potente mas sem oprimir a canção.

“Never Ending Story” tem que ser referenciada em separado. Temos aqui uma mistura de Metal melódico com uma sonoridade de Trash Metal e em partes da faixa, uma batida de bateria viciante. Mais uma vez a participação de uma voz feminina que conjuga na perfeição com o registo melódico do vocalista e que não está acreditada em parte nenhuma do álbum.

“Bitter truth” encerra o álbum com ritmos viciantes na bateria, riffs de guitarra e baixo penetrantes que se conjugam na perfeição com a sequência de faixas. Mais uma vez Ivan Šipićnão desaponta e dá-nos uma prestação digna de encerramento de qualquer um concerto ao vivo.

Álbum muito direcionado à geração mais jovem da comunidade metaleira e que eventualmentea malta de uma anterior geração não lhe dará tanta atenção.

Pontuação: 8/10

Revisão por: Paula Pedroso

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