New Disorder

Banda: New Disorder

Título: “Mind Pollution”

Editora: Art Gates Records

Data de Lançamento: 15.Março.2019

Fluindo num mix de metal alternativo, rock e punk vindos de Itália, este quinteto traz o quarto trabalho da banda, tendo já lançado os álbuns “Dissociety” em 2013 “Straight to the pain” em 2015 e “Deception” em 2017. Com Francesco Lattes na voz, Lorenzo Farotti e Giovanni Graziano nas guitarras, Ivano Adamo no baixo e Luca Mancini na bateria “Mind Pollution” tem sonoridade que chama a atenção.

“Riot” tem início calmo e vai abrangendo o espaço com melodia suave como que a ganhar espaço e ímpeto para o rebentar da bateria e o gutural potente que irrompe aos um minuto e dezassete. “News from hell” começa com riffs bem conseguidos e bem interlaçados com a bateria. Voz limpa para começar com secção de coro bem conseguida. Segue-se “Mind Pollution” que já tem vídeo de apresentação. Esta faixa tem sonoridade electrónica conjugada com bateria e sonoridade mais acelerada, aqui o vocal é gutural conjugado com voz limpa. A mensagem desta música foca os temas de dependência humana e o sentido de opressão que segue, pois pode ser transformado em paranoia e rejeição do mundo real e das relações humanas ou tomar-se consciência e curar. Tema dos nossos tempos actuais, portanto!

“W.T.F. (Spreading Hate)”carrega nos acordes no inicio, com toques de piano indo de calmo a mais agressivo num ciclo repetido. Tem riffs interessantes e algumas secções de gutural bem conseguidas.”Going Down” segue a mesma linha melódica num ritmo mais rápido o refrão é cativante numa secção musical com batida acentuada e a guitarra bem focada. “Room With a view” vem num crescendo rápido, a guitarra está em evidência e a voz segue o mesmo tom limpo alternado com gutural. “Scars” é a seguinte e sétima faixa com introdução em que cada instrumento tem o seu lugar. Aqui conjuga bem o baixo e os riffs das guitarras o refrão prende bastante a atenção.“Get out” tem início com sonoridade das caixinhas de música dando vez à bateria com entrada calculada e vocal limpo durante toda a faixa. “The beast” apresenta bom ritmo de abertura com bateria bem evidenciada, as guitarras e baixo acompanham na perfeição secção de refrão bem conseguida com voz de apoio e riffs no tempo certo. Terminamos com “No place for me” em jeito de balada de despedida num refrão muito cativante e com melodia apelativa ao ouvido.

Este quinteto já percorreu a europa em concertos e fez abertura de espetáculos de bandas como Break down of Sanity e Pain, apenas para citar algumas. Digo que sejam caso sério na cena metal alternativo e convém não deixar de ouvir pois o potencial desta banda é de crescer cada vez mais.

Pontuação: 8/10

Por: Paula Pedroso

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.