Crystal Lake

Banda: Crystal Lake

Título: “Helix”

Editora: SharpTone Records

Data de Lançamento: 08.Fevereiro.2019

Pertencendo ao panorama musical desde 2002, CrystalLake ainda não se encontra enraizada a 100% mundialmente e a banda tem continuado a efectuar experiências a nível de sonoridade numa constante procura do que resulta melhor.

Neste regresso que já conta com 3 álbuns, Helix tem alguns momentos verdadeiramente espectaculares, é um pouco prejudicado por existir alguma variação de sonoridade. Se os Crystal Lake pretendem afirmar-se como um dos ​​atos mais pesados de metal/hardcore ou usar um som mais limpo e electrónico eles deverão firmar em definitivo um estilo próprio e mantê-lo.

O álbum começa logo com uma introdução cibernética, para de seguida entrar em rotação a alta velocidade com “Aeon” que é a faixa mais pesada, utilizando uma mistura explosiva de sons e vozes electrónicas. Aqui temos uma miríade de emoções concentradas em 3 minutos e 13 segundos. Uma faixa com uma aproximação maior aos sons de Deathcore. Desde a raiva que transparece na voz do vocalista, que aqui fez uso de todo o alcance vocal de que dispõe à bateria que pura e simplesmente se apodera de toda a faixa e nos deixa atordoados. As guitarras gritam os seus lamentos e aquele baixo que brilha sem ofuscar.

A faixa “Agony”foi a faixa que agradou mais, onde o trabalho contundente da bateria conjuga na perfeição com a ferocidade das guitarras, tendo aquela batida que nos faz abanar o pescoço e bater com o pé no chão. Vocal soberbo dotado de um gutural profundo e grave com a intensidade de um trovão, alternando com melodia mais simples que cativam, sendo que, perto do fim a claridade e suavidade na voz é tal que até arrepia. A faixa tem um final apoteótico.

Surpresa na faixa “+81” com uma mistura de sons e batidas mais groove e com uma vocalização a lembrar mais um rap e com uso de diferentes variações dentro do gutural. Nesta faixa o baixo sobressai, o que é uma alegria, tendo o baixista inclusive utilizado a técnica de slaps no baixo para dar enfâse ao som. É definitivamente a canção mais leve e groovy do álbum.

A faixa “Lost in Forever” apesar de ter um começo forte e uma batida incansável, passa por ser muito técnica e perde ali alguma energia. Seguimos com“Devil Cry” novamente uma apoteose de sons e variações vocais de melódicos para guturais. Uma faixa com ritmo veloz do princípio ao fim e com uso de muita eletrónica.A fazer lembrar a geração de bandas do “Nu Metal”.“Out grow”a faixa é de ritmo mais lento, com riffs de guitarra bastante melódicos, com piano à mistura e com uma batida de bateria com ritmo fácil de acompanhar.

Para “Hail to the Fire” temos um interlúdio chamado “Ritual” com padrão comparado ao ritual das equipas de rúgbi, com som tribal e uso contagiante do termo “Zomba, Zomba”. Mais uma vez o vocalista faz uso daquele timbre furioso e profundamente grave com variações abruptas que deliciam qualquer fã de Death/Metalcore e é com faixas sonoras assim que um fã vibra em pleno.

“Just Confusing” liderada por batida muitoeletrónica transmite experiência que compensa bem a emoção nua na voz e berros de Kinoshita o que acaba por se coadunar perfeitamente na música. A última “Sanctuary” fecha o álbum da mesma maneira que o mesmo começou, brutal, com berros bem acutilantes, guitarras rápidas e bateria com um ritmogalopante. Soando firme e tão revigorante quanto no começo do álbum, vale a pena ouvir em último lugar tanto que dá vontade de voltar ao início e repetir. Um álbum a adquirir certamente por qualquer fã do género que se preze.

Pontuação: 9/10

Revisão: Paula Pedroso

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