NU:N

Entrevista NU:N

Por: Paula Antunes

Revisão: Mário Filipe Pires

Hintf: Olá! Antes de mais obrigada pelo vosso tempo para esta entrevista e para começo de conversa nada melhor que sabermos quem são os NU:N, como tudo começou e claro, descodificar o significado do vosso nome?

T.M.:

93’s

Sol 11 Aqu 35′ 39″ VI

Lua 26 Sag 56′ 02″ V

Asc 22 Leo 56′ 20″

:Salvé! Em nome dos NU:N agradeço o vosso honroso interesse. Estávamos em Outubro de 2013, quando três indivíduos com um apego musical abrangente, descobrem uma mútua ambição e dedicação musical. Sob esta égide e conjuntura, foi possível idealizar a criação de algo artisticamente mais profundo, sem receios de algum experimentalismo outrora adverso ao nosso contexto musical. Uma divina trindade criada através do caos e de uma imensidão de ideias outrora abortadas, fundiu-se então sob o nome NU:N. Segundo o mito Egípcio, Nun simbolizava as águas do caos e a única coisa que existia na terra antes que houvesse terra. (Nu) foi um dos mais antigos deuses Egípcios da antiga história Egípcia, referido como o “criador dos deuses”. O nome Nu:n significa “águas primitivas” a partir das quais a criação foi iniciada. Nu:n não tem gênero, mas tem o aspecto que pode representar como masculino ou feminino. Pronuncia-se da mesma forma que nun (freira em Inglês). Acrescentamos os dois pontos para não existirem alusões/confusões com este semelhante nome.

A trindade NU:N:

Francisco Vaudeville (Baixo)

Pedro Eternal Sleep (Guitarra)

Tarannis M.(Voz)

Hintf: Assumem-se praticantes de Rock gótico alternativo e a nível Nacional são já uma referência neste espectro musical. Como é/ser/ter nos dias de hoje, uma banda dita gótica com a relativa fraca expressão que este género infelizmente tem no nosso meio, minimizado apenas por algumas pessoas e entidades que tanto lutam para que esta linha não esmoreça?

T.M.: Existe uma grande falta de eventos direccionados a este nicho, e há também uma grande falta de informação em relação a este. Convites para concertos são quase inexistentes aqui no nosso País. De certo modo parece incomum uma banda Portuguesa exigir o seu devido cachet (o que me espanta). Isto assusta certos promotores. Pagar? Tenho quem venha tocar de graça!!! Pensamento colectivo de uma pequenez infelizmente ainda típica de qualquer ‘mui nobre’ promotor Lusitano. Investe-se em algo que vem de fora e por vezes de qualidade dúbia (não querendo generalizar). Todo este cenário caquéctico nos levou desde o início a dar mais prioridade ao mercado Internacional. Temos por cá vários concertos que se encaixam na negritude do que é o espectro Goth, embora sejam sempre bandas de Dark Wave/Post Punk. Goth Rock não me lembro de nenhuma, ou quando há não vejo promoção suficiente ao nível de géneros musicais mais hype aos quais me referi anteriormente, onde a auto-promoção é massiva por parte das suas editoras, por vezes descrevendo a suas bandas como o mais puro ‘ouro’ e que na realidade (por vezes) se vem a revelar o ‘latão’ mais comum. Admito que são muito bons a criar hype do nada. O hype domina.

Hintf: Falem um pouco da vossa experiência musical quer como músicos quer como público, e de que forma resultou na concepção e inspiração deste último disco?

T.M.: Não posso falar muito da experiência dos outros 2 elementos da banda visto que não tenho um conhecimento preciso da sua caminhada musical. O Francisco e Pedro fizeram parte de outros projectos musicais dentro do género, eu percorri um caminho mais à parte com vários projectos, alguns dos quais ainda se mantêm no activo. Não somos inexperientes no nosso objectivo sonoro, sabemos o que queremos. Como público só posso falar por mim, tenho gostos musicais quase ilimitados. Este último trabalho talvez tenha sido o mais complicado na sua concepção principalmente ao nível da estrutura dos temas e da sua devida produção. Como inspiração tentamos transpor musicalmente a decadente essência poética de Lord Byron, DeSade (mais contido) e um Aldous Huxley.

Hintf: Lançaram este último registo pela Black Genesis Records, como tem sido a colaboração?

T.M.: Excelente até à data, e Já temos confirmada a promoção e edição daquele que será o último long play da trilogia iniciada em 2014 com o álbum de apresentação “Nothing Unveils Nothing”.

Hintf: Como tem sido a recepção a este disco por parte dos vossos (muitos) seguidores e fãs, bem como da imprensa especializada?

T.M.: Excelente! Tanto o nível crítico como em vendas. Temos a sorte de ter compradores por todo o mundo!

Hintf: A vossa arte visual é também bastante apelativa, certamente pensada ao pormenor. Quem é o responsável pela imagem da banda e do design nos registos discográficos?

T.M.: O nosso visual como banda (acreditem ou não) é a nossa imagem dita ‘normal’. Somos assim e não fizemos qualquer alteração. O importante não é a maneira como te vestes ou se tens uma aparência mais excêntrica, mas sim a harmonia e musicalidade enquanto banda. Em relação ao grafismo dos álbuns e flyers promocionais são todos criados, editados, e consensualizado por todos os elementos da banda até ao produto final.

Hintf: E ao vivo, ainda se lembram como foi a vossa estreia? Como está a vossa agenda?Para quando uma descida até Lisboa?

T.M.: Perfeitamente! Talvez tenha sido a nossa apresentação mais fraca até á data.Como Músicos era a primeira vez que nos íamos apresentar juntos, o que talvez tenha acusado algo psicologicamente na nossa performance. As condições sonoras eram terríveis, visto que a sala onde tocámos não possuía técnico de som nem colunas de P.A distribuídas correctamente pela ‘venue’. Mas foi uma apresentação intimista e positiva, com a qual aprendemos e nos preparámos para o que estava por vir. Quanto a concertos ainda não temos nada oficializado de momento. Quanto a Lisboa estamos abertos a propostas…é só nos contactarem e negociar.

Hintf: Que mensagem gostariam de deixar aos nossos leitores?

T.M.: O Goth Rock não está morto, mas sim no seu período de renascença.

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Fraternalmente

Tarannis M.

93 93:93

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