Urso Bardo

Banda: Urso Bardo

Título: “A Vida e Morte de D. Antónia”

Editora: Raging Planet

Data de Lançamento: 8.Novembro.2018

Banda instrumental formada em Lisboa no ano de 2014, constituída por quatro elementos: o Ricardo Canelas no baixo, o Filipe Palha na guitarra, o Ricardo Antunes na bateria e por fim Tiago Pedroso na guitarra.

A música tem raízes em torno da melancolia e da saudade, dois traços marcadamente portugueses. Combinam melodias lentas com guitarras distorcidas.

Trazem-nos segundo álbum composto por oito faixas “A Vida e Morte de D. Antónia”sucedâneo ao registo de estreia da banda, homónimo lançado em Março de 2016, que têm andado a promover durante 2017 e 2018 por todo o país.

Em músicas que apenas acarretam sons é mais fácil sermos nós ouvintes a interpretar uma “história” ou a criar as nossas versões da história. Deixa sempre mais possibilidades, uma vez que não temos letra nem a respectiva voz a acompanhar.

Iniciamos a nossa “visita” a Dª Antónia, numa música interpretada maioritariamente com guitarra e um som groove. Segue-se a “Ceifa” que dá mais relevo às cordas e num registo mais calmo.

“Terra Queimada” tem um som jazz, que nos embala. Sempre pouca relevância da bateria. Este single já está disponível em todas as plataformas digitais, a título de apresentação deste trabalho.

“Travessia” tem início calmo e suave prolongando-se a meio com um ritmo mais acelerado, enfase novamente à guitarra. No meio temos uma “Tormenta” com um ritmo sempre marcado pela guitarra.

“Fusca” leva-nos a viajar num som mais rápido e transmitindo a sensação de “pressa” “Dia D” é a faixa sete, mais compassada e não tão apressada com apontamentos de Rhythm & Blues muito interessantes.

E a ultima “Vida e Morte de D. Antónia” que resume tudo, inicio alegre guitarra com ritmo acelerado q.b., bom toque na bateria, principalmente pratos e parece que D. Antónia teve uma vida muito boa, pelo menos na minha história.

Não é costume estas bandas instrumentais conseguirem o que as que comportam voz, conseguem. No entanto nunca devemos descurar os sons, nem tão pouco outro sentido que seja. As nossas memórias sensitivas são tão ou mais importantes que outras quaisquer. Além dos cheiros a música é que nos transporta a qualquer memória no tempo num instante. Muito bom para colocar a tocar numa reunião de família ou amigos, enquanto saboreamos o que a vida nos dá.

Pontuação: 8/10

Por: Paula Pedroso

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