Mayhem

Banda: Mayhem

Título: “Grand Declaration of War (Re-issue)”

Editora: Season of Mist

Data de Lançamento: 07.Dezembro.2018

Banda de Black Metal da Noruega formada em 1984, considerada como pioneira do estilo resolveu ressuscitar o álbum do ano 2000 “Grand Declaration of War”.

Tiveram um início marcado por muitas controvérsias, primeiro derivado aos espetáculos ao vivo onde o vocalista Dead se cortava com facas e vidros, colocavam cabeças de porcos empaladas em estacas à frente do palco, depois em 1991 este suicidou-se e em 1993 o assassinato do guitarrista Euronymous por um outro membro da banda, Varg Vikernes.

Fizeram um EP de apresentação em 1994 “De Mysteriis Dom Sathanas” e em 2000 eis que surge “Grand Declaration of War” fortemente influenciada por sons progressistas e metal avant-garde. O álbum é baseado em temas de guerra e destruição pós apocalíptico.

Largaram o “canto” tradicional do Black metal e fazem um monólogo falado, com todas as músicas a passar em sequência umas atrás das outras.

Há quem considere uma “masterpiece” de Black Metal, na altura foi lançado ainda com voz e participação dos antigos membros da banda, presentemente e passados alguns ajustamentos no alinhamento da banda, a voz é de AttilaCsihar. Embora muitas das musicas contenham monólogos falados a mensagem é impossível de deixar passar ao lado.

O trabalho de bateria neste álbum é fácil de opinar, Hellhammer é um bom baterista, mas aqui deve ter ficado frustrado pois não existe blast beats nem nada que exija grande esforço, no entanto a guitarra deTeloch e Ghul é completamente fora deste mundo. Têm um estilo muito próprio que desafia as tropas do black metal, não deixando de continuar dentro do estilo.

No todo, este álbum, que não é “cópia” do de 2000, tem algumas alterações, diria que experimentais. São 48 minutos com um lado B nada mau, começando com “A Bloodsword and a colder sun, Pt 1” que não soa nada a black metal, mas faixas como “A time to die”, “View from Nihil” ou “Crystalized Pain in Deconstruction” já a opinião é diferente, sonoridade um pouco mais dentro do estilo.

Para aqueles, que como eu que nunca ouviram este controverso álbum aquando do lançamento em 2000, talvez possam fazer agora, é bastante diferente do que estava à espera, não tem sonoridade sombria e crua, as letras de facto além de as achar actuais, são mensagens que Attilatransmite bem, até porque não tem voz nada gutural e muitas são narrativas.

Como se diz a vida é para a frente, não temos que continuar agarrados ao passado:

“All the stars in the north died, we move towards a new constellation” – Letra da última música “Completion in Science of Agony, Pt. 2”.

Pontuação: 7/10

Por: Paula Pedroso

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