Mournkind

Entrevista Mournkind
Por: Lígia Ferreira

Hintf: Sowing the empire of Lucifer é o vosso mais recente álbum, o que nos podem dizer sobre ele?

Este álbum retrata metaforicamente aquilo que pretendemos fazer com a nossa música, sendo esta o nosso império. Tencionamos espalhá-la e semeá-la em todos os que a ouvirem, por forma a que juntos, todos cresçamos. Sendo este o nosso primeiro álbum, achámos que faria sentido seguir esta ordem de ideias, pois esta acaba por ser a primeira grande semente a colocar num campo com espaço para muitas mais.

Hintf: Qual tem sido o feedback do público em geral até agora?

Até agora, o público tem recebido bem, há claro muitas críticas construtivas, e isso é ótimo, pois irão ajudar-nos a melhorar, o que num futuro próximo será óbvio para todos, já que estamos agora a preparar o próximo trabalho. Portanto, de forma geral, o feedback do público tem sido muito bom, para nos mostrar o que está bem, e o que pode ser melhorado.

Hintf: O que acham da vossa evolução como banda e como músicos  ao longo destes anos?

Bom, em quase 5 anos (5 em Janeiro de 2019), houve claramente uma evolução positiva, principalmente ao nível da cumplicidade e capacidade de trabalhar em conjunto de forma mais eficaz. Houve também a aprendizagem de trabalhar apenas com duas pessoas, o que trouxe benefícios e desafios. Isto porque acaba por se descomplicar muita coisa na composição e em ensaiar, mas é desafiante criar algo que complete uma atmosfera apenas com duas pessoas.

Hintf: Em Fevereiro vocês vão andar em tour por cá e em Espanha, o que podemos esperar dos vossos concertos?

Poderão esperar como sempre boa música, e esperamos que também uma ligação entre a banda e o público. Trazemos também alguns temas novos em que estamos a trabalhar.

Hintf: Quando compõem quais são as vossas influencias?

Normalmente aquilo que compomos é o que nos sai instintivamente, e que depois é trabalhado, no entanto, se há bandas com as quais aprendemos e nos inspirámos para o nosso conceito, temos Inquisition no que toca a guitarras e letras, e várias bandas de Death Metal no que toca à bateria.

Hintf: Têm algum episódio mais marcante para contar dos vossos concertos?

Há sempre bons episódios cada vez que pegamos no material e rumamos a um palco. O mais marcante talvez seja do nosso primeiro concerto em que havia uma criança a assistir, e ao partir uma baqueta, o Hovedmord atirou-a ao público. No final do concerto, o rapazinho veio devolver a baqueta, e até hoje está guardada na nossa sala de ensaios como memória, quer do início da banda ao vivo, quer do episódio em si.

Hintf: Com o Natal à porta, que álbuns nos aconselham para oferecer este ano?

Sem dúvida o Sowing The Empire Of Lucifer, o Porntugal dos Serrabulho, e também o álbum de Congruity que sai dia 15 de Dezembro.

Hintf: Quais os vossos planos e desejos para 2019?

Os nossos planos são, e serão sempre continuar a melhorar em tudo o que fazemos, já que a ambição move montanhas. Desejamos concertos, um bom público, e acima de tudo, que todos passem bons momentos na nossa companhia.

Hintf: Se pudessem escolher qualquer banda para abrir para Mournkind, qual seria?

Para abir para nós, sinceramente gostaríamos imenso de dar oportunidades a bandas novas que se queiram estrear. Agora, se formos a pensar utopicamente em bandas que já existem e que têm nome, sem dúvida que Bizarra Locomotiva e Obscura estariam na lista.

Hintf: Há algo que gostariam de acrescentar que não tenha sido perguntado?

A nossa maior motivação, acima das ideologias ou da ambição, são as pessoas que reconhecem o nosso valor e nos apoiam. Assim, gostaríamos de deixar um grande obrigado a todos aqueles que nos acompanham nos concertos, que compram o nosso merch, e que nunca desiludem. Um grande abraço também a todas as pessoas de outras bandas que perderam o seu tempo a ajudar-nos a evoluir, e a vocês da Hintf que nos deram a oportunidade de expressar aquilo que pensamos e de fazê-lo chegar a todos os vossos leitores.

3 Comentários

  1. hail. Eu tenho algumas questões, caso a banda veja isto.(como seguidor de BM interesso-me por estes detalhes acerca de bandas novas).
    1. O que pensam acerca de circulos como o Les legions Noires que marcou o underground do black metal nos anos 90, ou da mais recente vaga da Noruega, nomeadamente as bandas de Trondheim associadas á editora Terratur?
    2. De que forma pode uma banda auto-financiar-se hoje em dia com as dificuldades financeiras que o país atravessa? Parece ser um pouco desafiante dado que há sempre custos associados a demos, albuns, ensaios…gostaria de saber opiniões e /ou exemplos (pessoais ou gerais)que possam ser úteis a outras bandas.

    obrigado, cumprimentos!

    • Hovedmord:

      Falando apenas por mim, apesar de fazer parte de uma banda considerada black metal, não sigo nem acho que faça parte de qualquer comunidade relacionada com o black metal. Desta forma não consigo responder à primeira questão.

      Quanto ao segundo ponto: Dos Mournkind fazem parte apenas duas pessoas, sendo que isso reduz em parte os custos associados a ensaios, concertos, e material. Em relação à produção de demos/álbuns, é uma questão de encontrar os negócios certos.

  2. Respostas da banda:

    Hovedmord:

    Falando apenas por mim, apesar de fazer parte de uma banda considerada black metal, não sigo nem acho que faça parte de qualquer comunidade relacionada com o black metal. Desta forma não consigo responder à primeira questão.

    Quanto ao segundo ponto: Dos Mournkind fazem parte apenas duas pessoas, sendo que isso reduz em parte os custos associados a ensaios, concertos, e material. Em relação à produção de demos/álbuns, é uma questão de encontrar os negócios certos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.