Glasya

Entrevista Glasya

Por: Miguel Ribeiro

Hintf: Para começar, falem-nos um pouco do historial da banda, do vosso percurso até   formarem os Glasya , como é que tudo começou?

Olá Miguel, para já queremos vos agradecer por esta oportunidade. Os Glasya são inicialmente uma visão do Hugo Esteves, guitarrista e fundador da banda, foi ele que reuniu os atuais membros da banda e foi gerindo a ligação de todos até o momento que estamos. Sempre que um novo membro entrou para a banda trouxe com ele a sua influência e com a junção da identidade de cada um, conseguimos criar a nossa sonoridade e compor os temas dos quais nos orgulhamos.

Dos atuais membros, os primeiros a entrar para a banda foi o Bruno Ramos, na bateria, ele foi de My Decepcion e é quem dá o toque mais gótico à nossa sonoridade, depois fui eu (Davon), o teclista, que comecei a criar as orquestrações e arranjos nas músicas que já existiam e de momento também sou co-compositor, venho de bandas como Shadowsphere e Urban Tales, depois é a Eduarda, a vocalista, professora de canto e vocalista dos Nightdream, tributo oficial dos Nightwish, entraram depois o Bruno Prates, guitarra solo, e o Manuel Pinto, no baixo, que vieram ambos de Enchantya e trouxeram além da sua experiência, uma qualidade inegável pelos grandes músicos que são.

Hintf: Podem explicar-nos o significado do nome Glasya? 

Glasya vem de Glasya Labolas, um demónio poderoso que comanda as 36 legiões do Inferno. Todavia, demos-lhe uma reinterpretação nossa, uma deusa-demónio que é o paradigma da força feminina, refletida na veemência da voz da Eduarda, que é o rosto e principal identidade da banda.

Hintf: Como vêem o panorama musical em Portugal? Quais sentem ser as maiores dificuldades em mostrar o vosso trabalho?

Eu sempre fui um fiel seguidor da musica que se faz em Portugal. Mesmo no passado, como foi nos anos 90, em que era dificil gravar e mostrar a música que as bandas faziam, conseguimos criar um movimento underground sólido, respeitado além-fronteiras e conseguimos, por pouco que fosse, exportar alguma da nossa música, seja com bandas como Moonspell, Heavenwood, Desire…. e isso só foi possível por muita persistência e tenacidade das bandas que, muitas das vezes, em condições bastante dificeis e com meios de divulgação deveras limitados, sempre fizeram por tentar chegar aos outros.

Não é fácil ser-se músico em Portugal, há cada vez menos locais para tocar, nem sempre com grandes condições e com cachés que às vezes nem dá para as despesas, mas há algo que nos caracteriza a todos, o nosso impeto e vontade de dar continuidade a este movimento. Seria tudo mais fácil se tocassemos “musica ligeira”, mas não pretendemos faz er o fácil, alguns têm de continuar a remar contra uma maré de desafios.

Hintf: Quais as principais diferenças entre o momento actual da banda e quando começaram?

Neste momento sabemos exatamente o que queremos fazer, como lá chegar e o que queremos dizer. Mais do que tudo, temos uma excelente equipa de músicos, que além de termos uma grande sintonia dentro do estúdio, somos muito bons amigos fora dele também

Hintf: Para quando um album?

Estamos na recta final das gravações e produção, está mesmo para muito breve! Esperemos que seja já para inicio de 2019. Além do albúm, vamos fazer parte de uma importante colectânea de metal sinfónico alemã.

Hintf: E uma editora está nos vossos horizontes num futuro próximo?

Felizmente já temos uma editora internacional, que lançou bandas como Sabaton ou White Skull, em breve poderemos divulgar qual é quando formalizarmos o contrato após término da gravação do albúm.

Hintf: Como está a vossa agenda?

Para já temos 2 concertos confirmados, um deles no festival Milagre Metaleiro na véspera da Páscoa. Depois de lançarmos o albúm será mais facil acimentar a agenda.

Hintf: Que bandas mais vos inspiram?

Todos temos influências bem distintas. O Hugo gosta de metal mais oldschool, como Metallica, Iron Maiden, o Bruno Ramos é fã de metal gótico, como Entwine, Charon… Eu sou fã de compositores como Hans Zimmer, Michael Nyman, além de ouvir bastante os albuns dos anos 90 de bandas como os Amorphis, Theatre of Tragedy, Sentenced… A Eduarda é fã da Tarja, mas tem gostos bastante ecléticos, o Bruno Prates e o Manuel são fãs do som mais progressivo, como Dream Theater e Opeth.

Hintf: Porque escolheram o Metal Sinfónico?   

Acho que primeiramente foi por não existirem muitas bandas com a nossa sonoridade em Portugal, depois, porque realmente todos nós estávamos a pensar em criar uma banda com esta sonoridade. Tive em tempos uma banda considerada sinfónica, bem antes de este estilo se tornar mais “comum”, os Heavenly Bride, e tinha saudades de tocar este estilo e principalmente de compor as partes orquestrais.

Hintf: Deixem uma mensagem aos leitores da Hintf e aos vossos fãs…

O que podemos dizer essencialmente, é que as nossas músicas são fruto da comunhão de músicos e amigos que adoram o que estão a fazer e que querem expressar algo genuino, acredito que esse sentimento se reflita e possa ser sentido nas nossas músicas. Acreditamos nos Glasya e esperamos que vocês também acreditem, pois nós que tocamos e vós que nos ouvem, poderemos fazer algo que nos orgulhe, tanto pela paixão da música como pelo facto de estarmos juntos neste lindissimo cantinho do planeta chamado Portugal!

Parabéns à Hinft pelo excelente trabalho e obrigado pelo apoio!

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