Urban Tales

Banda: Urban Tales

Titulo: “Reborn”

Editora: MR Diffusion

Data de Lançamento: 8.Outubro.2018

Falar, opinar ou analisar,o que se queira, de projetos / bandas que envolvem pessoas que diretamente conhecemos nem sempre é fácil, mas dita a justa imparcialidade pela qual se pauta esta que escreve, que “Reborn” seja ‘visto’ de uma forma ainda mais crua.

“Reborn” é então o renascer musical da Arte praticada por Marcos César, assumindo inato papel de vocalista e compositor deste disco que é assim o terceiro álbum de originais dos Urban Tales.

Desde 2004 que os Urban Tales nos habituaram a composições arrojadas, melódicas e originais, grassando caminhos inicialmente por sonoridades mais góticas, com o bom peso do Rock a solidificar a sua base e arriscando o metal mais melódico e no entanto pleno de garra.

Em “Reborn” temos a total antítese do que poderíamos esperar da sua continuidade musical, um álbum concetual que fala de Amor, de Sentimentos, de relações e das ralações intrínsecas.

“Reborn” é um risco de composição complexa assumida e conseguida, resultando na súmula de 16 faixas que intercalam na sua linguística entre o português de Camões e a universal língua inglesa. É romântico, sonhador e revela algum sofrer, quanto mais não seja o de anos de trabalho aqui investidos e da cumplicidade notória posta a descoberto na perfeita simbiose obtida nas parcerias/colaborações que surgem, inesperadas, neste disco.

Ai o Amor, o Amor… assim começa com a magnânima interpretação de Vitor Espadinha, uma referência absoluta da nossa música portuguesa e um dos excelsos convidados deste disco que se desenrola terno e cheio de pulsante energia. O Rock gótico a que nos habituaram está presente em ‘Counting Crows’, bem como em ‘Invicible’, este contando com a participação de Daniel Lucas.

Saliente-se ainda neste “Reborn” que sendo um álbum concetual é no entanto homogéneo, brilhando a parte vocal e a linha do baixo que se mantém constantemente ritmada e versátil, impulsionando as batidas com groove e delével destrinça de estilos musicais.

Não é de todo estranho termos temas como ‘Set Me Free’ (em ambas as partes, 1 e 2) ou ‘Ponto Final’ que é cantada em dueto com Palaz e definitivamente não marca o ponto final na musicalidade dos Urban Tales.

“Reborn” é uma fénix dourada que levantou voo dia 8 de Outubro e que esperamos sinceramente não se ficar apenas pela edição digital ou streaming. Merece uma edição física digna de constar nos escaparates de bons melómanos que somos e acima de tudo apreciadores da boa arte, escrita e sonora que este disco nos traz.

Bem-vindos de volta Urban Tales!

Pontuação:  8,5/10

Por: Paula Antunes

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