Urban Tales

Entrevista: Urban Tales

Por: Paula Antunes

Hintf: Olá! Agradecemos antes de mais o tempo que sabemos ser escasso para esta entrevista e avançamos com os nossos parabéns no belíssimo trabalho que nos é dado escutar e nos leva a estas questões… Mas para melhor situarmos um pouco os nossos leitores e vossos novos seguidores, falem-nos brevemente da história dos Urban Tales e de como chegam com esta nova abordagem musical aos dias de hoje?

Os Urban Tales nasceram de uma ideia minha, em de criar uma banda (na altura), onde poderia criar música no estilo que queria ou visionava. Desde o inicio tentei conjugar vários estilos de música, mas centrando-me mais na onda do rock metal. Com o passar dos tempos, o som foi mudando e hoje, com este novo álbum REBORN,  o projecto assume-se como uma mescla de sons, sendo que o rock está na base de tudo.

Hintf: Esta nova abordagem musical que nos apresentam com o vosso mais recente álbum, ”Reborn”, consideram ser a direcção musical a ser seguida pelos UT ou representa este disco um momento criativo que foi exaustivamente trabalhado ao longo de cinco anos?

Este é um álbum que marca uma viragem directa no som dos Urban Tales. Contudo, não significa que será o nosso som num futuro trabalho. A ideia do próprio titulo do álbum, é uma referência, que os UT renasceram para o seu próprio som e que agora, tudo é possível, em termos de criação. De certo que o proximo trabalho será diferente deste último. A ver o que nos espera o futuro.

Já o facto de ter levado 5 anos, deveu-se muito ao facto de eu próprio ter enveredado na produção musical e comecei a trabalhar com outras bandas, o que me levou a abrandar no processo dos Urban Tales.

Hintf: Falem-nos um pouco sobre como foi o processo de criação e desenvolvimento desta peça. Quais os principais obstáculos que tiveram que ultrapassar até o lançarem ainda que ao momento apenas de forma digital?  

O grande obstáculo sou eu mesmo, no facto de ter que estar satisfeito com o que vou expor. Se o sentimento tá lá, se o som tá lá, então manda-se cá para fora, senão fica a marinar durante o tempo que for necessário. O processo de criação do álbum, foi muito simples, comecei por criar umas primeiras músicas, ainda muito simples e entretanto fui convidando alguns convidados para fazerem umas participações. À medida em que a coisa foi ganhando forma é que percebi que algo de muito fixe estava a ser construído, mas tudo inconscientemente. A certo ponto percebi que as musicas interligavam-se entre si e até poderia ser um trabalho conceptual. A partir dali foi criar novas músicas e que se complementassem entre si a ponto de haver uma continuação histórica,.

Hintf: “Reborn” traz-nos também uma panóplia imensa de artistas convidados, quer a nível nacional quer internacional. Como se deram estas colaborações? À medida da escrita/composição das canções que englobam este “Reborn” foi automática a ideia de cada convidado ou foram surgindo as hipóteses?

A primeira convidada deste álbum foi Sofia Pires, de quem sou um amigo próximo.  Ela um dia foi para gravar 1 música e acabou por gravar 3 ou 4, porque a coisa resultou mesmo bem. Nessa altura, não tinha ideia de convidar mais gente, mas há medida que criava músicas, começava a perceber que certo tipo de som ou voz resultava aqui e ali; então fui convidando certas pessoas para participar nas músicas. A partir do momento em que percebi que ia fazer um álbum conceptual, então, continuei a convidar mais gente.

Hintf: Temos como fundo sonoro este mesmo disco e é notória a evolução e maturidade deste vosso projecto bem como a marca de água do vosso Rock á altura gótico se mantém inalterável. ‘Invincible’ que conta com a participação de Daniel Lucas e é dos temas mais dinâmicos deste disco. Qual o ponto ou inspiração que vos deu este equilíbrio e harmonia sonora na diversidade estilista dos 16 temas apresentados?

Ora lá está. O som pode ter mudado, mas a essência dos Urban Tales não. E isso agrada-me muito as pessoas dizerem e sentirem. Eu acho o mesmo. A essência do inicio continua neste álbum e mesmo músicas como a The Way, Counting Crows ou Invincible são a prova disso. O Daniel, foi o último convidado do album, isto porque a música já estava feita, mas sentia que faltava algo nela. Eu que gosto muito do som vocal do Daniel, especialmente nos Painted Black (ele tem mais projectos que não estou tão a par), convidei-o e com muita simpatia à mistura ele fez uma perninha na música, e que resultou muito bem. É das minhas músicas perferidas do álbum.

Quanto a coesão do álbum, essa teve de ser reestruturada, a partir do momento em que decidi fazer uma álbum conceptual. Visto que tive de mudar algumas coisas, para que tudo se interligasse, por esta razão muitas músicas ficaram de fora e por exemplo de 1 música como a The Start fiz  a O Meio e a Ponto Final, são todas a mesma, com roupagens diferentes; assim como a Counting Crows, a A Loucura No Amor ou a Light At The End Of The Tunnel, tambem provêm da mesma base. Foi nisto que acho que tudo resultou e criou uma harmonia no álbum todo.

Hintf: Falam na vossa nota de imprensa da incerteza ainda sobre o lançamento físico deste disco. A que se deve esta incerteza?

Cada vez mais o pessoal consome tudo pelo Itunes e Spotify. E afins Eu proprio só compro música a nivel digital e para mim isso faz sentido, se tiver em conta o tipo de gente (faixa etária) que supostamente ouve este tipo de som, faz mais sentido (até a nivel monetário) fazer uma maior aposta da nossa música no digital e sinceramente tem dado resultado. Temos recebido muitos pedidos para ter um álbum fisico, mas para já ficaremos por este. A ver o futuro.

Hintf: Quais são os planos para o futuro imediato dos Urban Tales? Prevêem retomar a vossa actividade de palco, da qual já sentimos falta?

Obrigado… Tem tudo a ver com os convites que recebemos. Se forem porreiros, porque não.

Hintf: Por fim, deixem-nos uma mensagem aos nossos leitores e vossos seguidores!

A todos continuem a apoiar a música nacional e um muito obrigado a quem nos segue e continua a apoiar mesmo depois destas mudanças todas. Estejam atentos, pois mais surpresas vêm em breve.

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