The Dust Band

Entrevista The Dust Band

Por: Miguel Ribeiro

Hintf: Falem-nos um pouco do historial da banda, como e quando tudo começou?

The Dust: Esta viagem começou em 2016, quando decidi juntar-me ao João que conhecia de outras “andanças”, e depois publicitar a necessidade de um baterista. Apareceram alguns candidatos, e eu e o João escolhemos o Paulo. Assim se formou o nosso power trio.

Hintf: Podem explicar-nos o que significa o vosso nome?Porque o escolheram? 

The Dust: O nosso nome, The Dust, tem que ver as partículas de pó que se depositam em todo o lado e que dificilmente conseguimos limpar todas. Esta analogia deve ser vista como o passado subjectivo que temos, e que nos acompanhará para sempre. No entanto as partículas de pó não devem ser vistas como algo negativo ou sujo.

Para nós este nome está ligado a uma homenagem a tudo aquilo que fizémos no passado, com quem temos tocado, com o que ouvimos, enfim tudo o que fomos aduzindo ao nosso património individual. Sumarizando, o PÓ que queremos salientar é tudo aquilo que nos acrescentou e que tentamos vertê-lo em formato musical, como um colectivo de três rapazes cujo o minímo multíplo comum é o Rock que se encontra impresso a fogo no nosso ADN

Hintf: Falem-nos um pouco de como tem sido a progressão a nível de destaque para o vosso projecto?

The Dust: A nossa progressão é feita de forma sólida e não em formato de foguete. Queremos dizer com isto que com a maturidade que cada um tem, oriunda do seu percurso musical (de  bandas que teve e que ainda tem) o crescimento desta banda será feito com menos velocidade mas de forma sempre crescente. Para alcançarmos isto, a nossa visão é simples: Ensaiar de forma constante preparando os nossos temas e estarmos mais entrosados enquanto músicos; Gravar os nossos temas o melhor que nos é possível, rodeado-nos de estúdios que tenham mais recursos (físicos e humanos), para termos mais hipóteses de dar a dimensão certa a todos os temas gravados; e por fim o pináculo que todos nós queremos: Dar concertos. Aqui damos asas ao nosso sonho pessoal, pois cada um de nós sente de forma diferente quando estamos em palco, e o sonho colectivo de darmos motivos ao público para os ir ver ao vivo e assim colocarmos a banda no mapa de bandas rock relevantes em Portugal nos tempos que correm.

Hintf: O que acham do actual panorama musical nacional?

The Dust: O Rock está a atravessar uma fase de grande criatividade, por pelo menos duas ordens de razões : Estarmos na ressaca de um momento socio-económico tramado para todos (o magma perfeito para a erupção criativa); e os meios necessários para fazer e gravar música estão mais acessíveis para todos. Existem muitas bandas e projectos. Até aqui tudo muito bem… no entanto… A divulgação quer nos meios de comunicação quer a nível de locais para tocar a coisa corre pior.

Temos poucos espaços, em Portugal, para tocar originais. Os espaços que podiam parecer eligíveis para apresentar temas originais, quer por questões de sobrevivência mas também por comodidade, apostam apenas em bandas de tributos que estão a irromper neste metier.

Nada temos contra as bandas de tributo ou de covers, apenas devemos cuidar de forjar o espaço que é devido às bandas de originais.

Hintf: Como caracterizam o vosso som?

The Dust: Rock puro e duro, sem intermediários nem progressões eruditas

Hintf: Como está a vossa agenda?

The Dust: Acabámos de vir de dois meses intensos de concertos:

A abrir as hostilidades e no inicio de Setembro tocámos no Avante no palco café concerto de Lisboa

Tocámos duas vezes no Cambra Fest (semi-final e final). Fomos recebidos régiamente e tratados de acordo. A organização foi maravilhosa e cuidou de tudo… Nada nos faltou. Travamos conecimento com outras bandas de enorme talento, que adoramos partilhar os palcos.

Tocamos ainda na Fnac de Almada, onde podemos mostrar ao pessoal de Almada o que podemos fazer ao vivo.

Entre estas datas fomos tocar ao On the Rocks, em Maceda, onde fomos muito bem recebidos e destacamos a forma preocupada e sincera com que fomos recebidos. Tivemos os The Hangman a abrir o nosso concerto, que tocaram maravilhosamente e aproveitamos para agradecer.

A visão do dono do On The Rocks, de seu nome Miguel Vilar, é clara e de salutar. Apenas aceita bandas de originais.. Fácil…

Para o Futuro temos que cuidar do lançamento do nosso segundo EP, que irá sair no primeiro trimestre de 2019, estando desde já a “melgar” todos os promotores de espectáculos para preenchermos o 2019 com concertos e mais concertos.

Hintf: Quem e o que vos inspira?

The Dust: As nossas maiores influências são Gary Clark Jr., Doyle Bramhall quando estamos numa toada mais Blues  e todo o rock grunge, stonner e outras variações dos anos 90 e inicios de 2000.

Hintf: Como estão a nível de trabalhos editados?

The Dust: Neste capítulo temos gravados dois EP’s. O primeiro com o um nome singelo ““It May Only Have Three Songs But This Is Our Extended Play”, composto de três temas rock, onde quisemos mostrar a todos que o rock pode ser poliformíco e que pode ir desde o Blues, ao Reggae. O Rock tem essa abrangência, pode ir a todo o lado que queira e não deixar as suas premissas iniciais.

O nosso segundo EP, já está gravado, será composto por 5 temas onde o mote será mostrar ao público que somos uma banda de rock verdadeiro, daí o nome escolhido do ep: “True, Blood & Fire”. Quisemos ir às bases daquilo que entendemos ser o nosso som e o Rock que gostamos, e daí tocá-lo com toda a verdade, dando o nosso sangue e tentar incendiar quem o ouvir.

Hintf: Definam-se numa unica palavra…

The Dust: Trio

Hintf: Deixem uma mensagem final…

The Dust: ROCK ON!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Abraços e obrigado pela entrevista,

André Cabrita – Voz principal e guitarra baixo

João Norberto Silva – Guitarra e segundas vozes

Paulo Urbano de Carvalho – Bateria e segundas vozes

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