Fallen Paradise

Entrevista: Fallen Paradise

Por: Miguel Ribeiro

Hintf: Para começar, falem-nos um pouco do historial da banda, do vosso percurso até   formarem os Fallen Paradise…

Boas Miguel, antes de mais muitíssimo obrigado pela oportunidade para falarmos um pouco do nosso projecto à HINTF, pois somos apreciadores do vosso excelente trabalho!

O meu percurso musical até formar a banda era apenas de vocalista e já participava em projectos e algumas bandas desde 2007, mas nada de muito sério… Pois focava-me mais em praticar para ser o melhor que conseguia (ainda hoje o faço) e não dava muita atenção na altura.. Portanto de facto os Fallen são a minha “primeira” banda como instrumentista, e onde sempre fui o compositor principal, e vocalista a partir de 2012.

No caso dos nossos outros membros, o Nelson (Guitarras) já possuí uma vasta experiência na música que já conta com uns bons 20 anos de bandas (ex-PIDE, Weird Blend, Wicked, Assassiner) e muitas outras actividades ligadas ao meio, e a sua entrada em 2016 ajudou imenso a solidificar a parte das melodias e maturidade musical da banda, sobre o António Costa (Baixo, Backing Vocals) e João Pereira (Bateria) – (Vocalista de The Small Hours, e Baterista de Sudden Death respectivamente), as suas entradas deram-se este ano mas sempre tivemos um background de amizade e partilha de mesmas visões e gostos musicais semelhantes, portanto foram entradas mais que naturais na banda.

Hintf: Quem são os Fallen Paradise,de onde vêm?

Os Fallen Paradise foram formados no final de 2010 no Porto, e durante um período de dois ou três meses (ao qual eu também dei a minha entrada no projecto) por três amigos admiradores do género, com algumas reuniões descontraídas decidimos levar isto mais a sério, e desde então, tem sido uma viagem interessante, com altos e baixos, muitas pessoas entraram e saíram e o projecto cresceu de uma forma à qual não esperava tendo em conta imensas situações infelizes que nos travaram/atrasaram imenso …

Porém, apesar de tudo, e das saídas dos membros fundadores, mantive o projecto e atingimos algumas metas excelentes durante estes quase 9 anos de banda, fizemos uma tour europeia com a banda brasileira Noturnall do Brasil (Aquiles Priester e ex-membros de Shaman) em 2014 que nos providenciou uma experiência impagável.. (pelo menos para mim, pois fui o único membro restante dessa formação da banda) e também fizemos abertura como convidados para algumas outras estrangeiras em terreno nacional, que ajudaram sempre a acumular uma “estrada” a nível de música muito grande, no entanto, o melhor ainda está para vir e no futuro temos ainda mais novidades planeadas.

Hintf: Quais são as vossas principais influências tanto a nivel musical como lírico?

As influências a nível de letras, sendo eu uma pessoa bastante espiritual, acabo por ver algumas coisas de uma forma diferente do que é comum no género, prefiro e evito sempre falar de situações pessoais e/ou sentimentos negativos como raiva e ódio… E tudo são histórias muitas vezes fictícias, mas conceituais, sobre desespero, perda, solidão, motivação, cenários, apocalípticos… E aprecio que as letras sejam bastante poéticas também no sentido não só escrito, mas quanto à interpretação/representação, gosto de utilizar registos diferentes para descrever o que vou transmitindo com a música, os vários sentimentos envolvidos.

As minhas maiores influências musicais são bandas como Opeth, Black Sun Aeon, Dream Theater, Heavenwood, Katatonia, Novembers Doom, Saturnus, Draconian, Paradise Lost, Devin Townsend, Porcupine Tree, Agalloch,  etc… Portanto existem elementos nas músicas de Fallen Paradise que advém destas mesmas bandas, e muitas vezes as influências apenas são algo atmosférico e não musical também … Mas claro, que tudo é uma interpretação e tentamos ao máximo soar o mais genuínos possível, embora seja difícil numa altura em que tudo já foi por assim dizer, “inventado” (risos).

Hintf: Podem explicar-nos o significado do nome escolhido para este projecto e o que querem com ele transmitir? 

O nome na sua tradução literal seria “Paraíso Caído”, trata-se de um conceito que quisemos trazer com os temas, sendo o foco principal do projecto falar de um cenário pós apocalíptico em que tudo no final  não passam de ruínas… É um tema muito desolador e negro, porém creio que é excelente para conseguir transmitir várias emoções, já que as músicas do nosso futuro primeiro álbum contam essa transformação e acaba por ser interessante criar um conceito em volta de algo que é imaginário.

Hintf: Como vêem o actual panorama musical em Portugal? Quais sentem ser as vossas maiores dificuldades que têm em mostrar o vosso trabalho?

Creio que… E isto é apenas a minha opinião, que vou vendo as coisas já há mais de 10 anos por cá… Que temos demasiadas boas bandas que não têm o seu trabalho apreciado de forma correcta, tanto pelo público ou editoras/promotoras/organizações… Há poucas editoras e quase ninguém a apostar nas bandas com sonoridades diferentes do habitual dentro do Metal nacional, e existe efectivamente espaço para todos os géneros mas creio que a mentalidade geral faz com que muitas bandas parem de tocar ao vivo, desistam, ou se sintam postas de parte pois boa parte das pessoas não adere. Tudo isto para dizer que, estas são de facto as maiores dificuldades em Portugal, e acho que falta muita entre-ajuda entre bandas, público e locais onde tocar.

Hintf: Para quando a edição de um álbum?

Temos estado a trabalhar no primeiro álbum, têm sido um processo moroso devido às imensas saídas de membros da banda no passado, mas já possuímos alguns temas que são um pouco antigos, que foram re-editados e regravados por mim desde 2016 com a ajuda do nosso guitarrista Nelson,  e cuja participação dos nossos outros dois membros actuais também será sem dúvida uma mais valia importante.

Talvez final de 2018 ou início o álbum já estará por aí para audição na íntegra numa loja à vossa beira, ou não, usem a internet  -mas evitem piratear (risos).

Hintf: E contrato com uma editora pode estar para breve?

De momento estão em cima da mesa algumas propostas interessantes de algumas editoras estrangeiras, mas até termos o álbum preparado a 100% não queremos assinar com ninguém, ou pelo menos até avaliarmos tudo ao mais ínfimo pormenor… Temos um interesse muito grande em assinar como é óbvio, mas como já possuímos  alguma experiência como músicos, queremos evitar ao máximo cometer erros que podem prejudicar a longevidade do projecto e todo o trabalho envolvido até hoje.

Hintf: Como está a vossa agenda?

A nossa agenda para já está vazia e pendente do lançamento do álbum, cessamos actividades temporariamente em 2016 para revitalizar o projecto este ano, tivemos propostas nestes dois anos de hiato mas evitamos aceitar devido a querer finalizar o álbum e colocar tudo no caminho certo, a banda esteve parada mas nunca parou de compor ou existir… E acabar o projecto não irá acontecer, no que depender de mim  pelo menos.

Hintf: E a nivel de projectos para o futuro,quais são os vossos maiores desejos?

Levar a nossa música ao vivo para muitas mais pessoas, tocar em vários locais, possivelmente ir novamente para fora do país mostrar o nosso trabalho, fazer as pessoas mais felizes, tudo coisas positivas!

Hintf: Deixem uma mensagem aos nossos leitores e aos vossos fãs…

Muito Obrigado a todos pelo vosso apoio, aos leitores pela vossa curiosidade e possível interesse no projecto !

Aos que conhecem e gostam da banda, acreditem que não foi tempo em vão, e que a espera a que vos sujeitamos vai ser bem recompensada! E aos que não nos conhecem ainda, espero que nos concedam a oportunidade de vos tentar agradar com a nossa música.  🙂

De resto, desejamos tudo de bom a toda a gente, Keep Rockin’ !

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