The Small Hours

Banda: The Small Hours

Título: “Time”

Editora: Independente

Data de Lançamento: 30.Dezembro.2017

Banda de Groove metal do Porto formada em 2014 e neste momento composta por cinco elementos que nos apresentaram este trabalho com seis músicas, muito bem compostas e cheias de potência.

Abre com faixa que dá nome ao EP “Time” com apenas a indicação de que o nosso tempo chegará, apresenta apenas uma melodia suave. Segue com “Grieve” com uma bateria muito bem marcada e som de guitarra cheio de Groove ou não fossem aqui os tempos mais lentos com solo de guitarra rítmico e a voz deAntónio Costa bem marcada com um tom quase gutural.

Assim como a anterior faixa, “Crucify” também tem sete minutos e uma letra bastante interessante e actual, afinal somos sempre crucificados/julgados pelo que fazemos e pelo que não fazemos. A guitarra rasgada no início dá o tom que se segue com a bateria bem ritmada e o Groove que se faz sentir do inico ao fim, a voz tem expressão e o timbre da mesma no coro assenta no sentimento que nos querem transmitir.

“Beyond creation” tem uma intervenção incrível de guitarra e o ritmo é sempre a abrir a letra chama-nos a fazer algo mais, a ultrapassar os limites pois a morte espera-nos e o céu é o limite. “The wolf and the moon” é a última do EP com estrutura mais simples, guitarra na abertura quase que a sussurrar connosco e numa melodia mais lenta, arrastada e riffs longos num epílogo até constante da letra que surge quase no final, bastante singela e composta por pequenas frases simples que culmina numa frase algo profética“Hewas in darkness,Then darkness he became”.

A faixa de bónus é “Immortal” que foi o single lançado em Dezembro de 2016 num dos concertos iniciais da banda e ainda bem que o foram buscar para o mostrarem agora com outra qualidade. Desde a altura de lançamento do single, para a apresentação deste EP nota-se crescimento da banda em termos de sonoridade e claro no vocal, está mais seguro de si e a interligação entre todos os instrumentos está mais consistente, o ritmo é soberbo e os riffs muito bem conseguidos. Das bandas nacionais que espero ver ao vivo para comprovar a genialidade e coesão do grupo, até porque houve algumas alterações de elementos desde a data de formação. Estamos sempre a progredir e a somar conhecimento, espero que os The small Hours também pensem assim pois são das bandas nacionais a ter debaixo de olho, sem dúvida.

Pontuação: 8/10

Por: Paula Pedroso

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