Fatum Aeternum

Banda: Fatum Aeternum

Título: “Mass Suicide of Human Race”

Editora: Royal Arch Production

Data de Lançamento: 01.Junho.2018

Banda Israelita, sediada em Telavive que combina vários elementos de diversos estilos, predominando uma sonoridade rock gótica.Os temas são geralmente filosóficos e de cariz social. As vozes alternam entre feminino e masculino com nuances teatrais complementadas com o som do violino.

Já lançaram 3 EP’s “Dark Glamour”, “The sermon” e “The darkest hour” em 2011 lançaram um álbum “This dream is dead” e em 2014 lançaram um Maxi-single “The Pain”.

“Mass Suicide Of Human Race”, faixa de abertura e que dá título do álbum tem uma atmosfera de punk/rock combinada com o som do violino irlandês. As vozes de Steve e Evelyn combinadas em tipo de opereta numa tonalidade obscura e acompanhadas pela bateria e baixo num registo instrumental que nos remete ao ambiente de Black Sabath nos seus primórdios.

Divide et Impera” é uma faixa instrumental de conjugação divinal de violinos, baixo, bateria e guitarras numa narrativa musical de médio oriente que nos transporta a essas mesmas paragens. “Pollution” tem inico com alguma rapidez de bateria, no coro existe uma secção de solo em que o violino dá mais dinâmica deixando uma pitada de som oriental ostentando algum Groove.

No início “War” é pesado e obscuro numa atmosfera que vai mudando ao longo da música. A certa altura Steve Gershin consegue empregar um tom mais melancólico com uma guitarra simples a acompanhar, cantar arrastado acompanhado de violino e bateria numa execução rítmica impecável. “Cemetery” remete-nos aos sons rock dos anos 80 ou 90 em que o inico de guitarra clássica e apenas algum som das teclas antes do iniciar da distorção traz-nos à mente um exemplo como “cats in the craddle” dos Ugly kid Joe, ou as músicas de Type O Negative. Mais perto do final temos um ritmo mais sólido acompanhado de violino irlandês e também consegue conjugar alguns riffs de guitarra. Não é uma música pesada, até pelo contrário, um pop-rock talvez. Um final curto em “The morning after” que inicia lento e acompanhado com som de violino numa melodia rápida de poesia punk, com a voz de Steve Gershin que nos leva a uma atmosfera de perda e lamento que encaixa perfeitamente na mensagem do EP, mas para os optimistas esta fala da manhã seguinte, onde tudo pode ser diferente e melhor.

Nesta e com esta banda nada é expectável, faz o ouvinte sair dos tradicionais padrões de pensamento, para nos surpreender e desafiar além dos prazeres da música, ouvir e ir alem do que é tido como rock gótico padrão. É suficientemente subversivo e único e talvez controverso, não é metal, é além disso para quem está disposto a abrir a mente e apreciar musica que nunca será catalogada como música de elevador.

Pontuação: 07/10

Por: Paula Pedroso

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