The Ransack

Entrevista The Ransack

Por: Paula Antunes

Hintf: Olá e antes de mais deixem-me agradecer em meu nome e da Hintf Webzine a oportunidade de vos endereçar estas breves perguntas que esperamos satisfaçam a curiosidade de muitos! Os The Ransack já por cá andam há um largo par de anos e desde o vosso início que a vossa música não nos tem passado despercebida; como tem sido estes 17 anos de vida e como surgiram os The Ransack?

Os TheRansack surgiram comigo (Jay) e com o Shore em 2001, quisemos iniciar esta aventura e tratamos de procurar outros músicos com a mesma vontade e gosto que nós felizmente conseguimos e apesar de termos trocado de formação um par de vezes temos conseguido manter sempre uma formação sólida e com uma forte amizade entre nós. Estes anos têm sido uma boa aventura, fazemos o que gostamos, que é tocar, da forma que gostamos, temos conhecido pessoas incríveis e músicos que admiramos, apesar de menos activos nos últimos anos, é um balanço muito positivo.

Hintf: O percurso musical em Portugal (e sejamos justos que também noutras paragens…) é algo ainda menos fácil de percorrer, tanto para novas formações quanto e por vezes mais para outras com maior longevidade. Quais consideram ter sido até aos dias de hoje as dificuldades maiores com que se depararam e de que forma as ultrapassaram?

Na minha opinião as dificuldades são as mesmas de sempre, o metal é uma minoria e o circuito de bares e salas de concertos abertos a este género é um pouco limitado, alguns estão abertos há bastante tempo como é o caso do Metalpoint, outros espaços vão fechando e outros abrindo, com maior ou menor dificuldade vai-se lutando para manter a “cena” viva, por outro lado vão havendo mais festivais dedicados ao Metal e outros a ficar cada vez maiores.

Hintf: Todos os membros da banda têm origem em outro (s) projetos e em alguns deles ainda se encontram ativos. De que forma exponenciaram estas experiências e partilhas, transpondo-as para a sonoridade única de The Ransack, catapultando-os para um dos nomes de proa no Death metal melódico em Portugal?

Não foi exatamente assim, eu e o Shore quando começamos os TheRansack não fazíamos parte de nenhum outro projecto só mais tarde é que nos envolvemos noutras bandas. No caso do Zeus e do Loki já foi diferente, eles já vinham de outras bandas. Obviamente é sempre uma experiencia enriquecedora trabalhar com outros músicos, cada um tem as suas qualidades e aprendemos sempre com todos e no fim a banda ganha com todo o nosso enriquecimento enquanto músicos.

Hintf: É sabido que o tempo de hiato entre lançamentos ou actuações não significa paragem total na criação e/ou desenvolvimento de projetos; assim como têm visto o crescente evoluir e surgir de novas bandas a nível nacional no mesmo género que vós?

Desde há muitos anos que temos a capacidade de “produzir” bons músicos e boas bandas, o Metal é apenas uma vertente, cada vez mais temos miúdos a surgir desde cedo a um nível técnico muito bom, penso que o futuro está salvaguardado ao nível da qualidade, é preciso é não desitir.

Hintf: Vão acompanhando este emergir de novas bandas? E a nível internacional (o que é redundante…), o que há na actualidade musical que vos inspire e influencie nas vossas composições?

Falando por mim não é uma questão do que há de novo, há bandas que nos influenciam porque gostamos delas e tanto pode ser uma banda mais antiga como uma que tenha surgido recentemente, o que importa é que soe bem. Não tentamos imitar ninguém mas tentamos fazer com que o nosso som se mantenha actual dentro daquilo que a ente gosta de tocar.

Hintf: Quase nos finais de 2018 editaram o vosso 4º álbum de originais, o aguardado sucessor de “Bloodline”, um dos vossos registos mais impactantes, que aliás reforça apenas – no modesto ver desta escriba – a crescente qualidade de composição, quer a nível lírico quer instrumental dos The Ransack. “Decadence” foi o título escolhido e porquê algo tão sugestivamente final e ruinoso?

Este disco é muito aguardado por nós, não só porque já passou bastante tempo desde o Bloodline mas porque gostamos bastante deste disco e estamos ansiosos para o mostrar a toda a gente, dizer que a qualidade é crescente é algo que vai ser a crítica a dizer, é óbvio que a gente tenta fazer o melhor a cada disco tanto a nível musical com ao nível da produção. Não sugere um final, a seguir á ruína virá um renascimento.

Hintf: Como descrevem este álbum a quem tem curiosidade de o ouvir e que ainda não conheça a vossa sonoridade, e que acima de tudo seja descrente em tipificações musicais?

É um disco muito directo e agressivo, com temas que penso que resultaram muito bem ao vivo. Somos uma banda “live” tudo o que compomos é sempre a pensar em como vai soar ao vivo, porque é em cima do palco que mais gostamos de estar.

Hintf: Como estão de agenda? O que há previsto acontecer para o futuro dos TheRansack? Há já a ideia ou várias para a concepção de um novo disco?

Para já temos o mês de Novembro praticamente completo, vamos estar no Metalpoint (Porto) no dia 10 com os Ouijah e os Wicked, no dia 17 no Old Rock em S. João da Madeira também com os Ouijah e por fim no dia 24 no Kraken e Sto. Tirso, a partir do inicio do próximo ano esperamos continuar a promover ao vivo o disco.

Hintf: Em termos visuais, o vosso logótipo é bastante curioso; assim à primeira vista e em diagonal quase que parece um daqueles símbolos de perigo extremo de algo tóxico ou assim! J O que significa o vosso símbolo?

O nosso logotipo foi evoluindo ao longo dos anos, fomos adicionando elementos de forma a mantê-lo actual e em evolução forma a que as pessoas o vejam e consigam identificar a banda.

Hintf: Por fim, façam-nos saber os melhores links para vos acompanharmos e seguirmos a vossa arte e se acharem bem deixem também uma mensagem aos nossos leitores e vossos seguidores!

Podem seguir-nos em:

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Obrigado á HintfWebzine pelo vosso tempo e interesse, esperamos que continuem o vosso optimo trabalho.

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