The Exploding Boy

Entrevista The Exploding Boy

Por: Paula Antunes

Hintf: Antes de mais agradecemos o vosso tempo para com esta entrevista! Podem dizer-nos o porquê da escolha deste nome, The Exploding Boy, e alguma da história por trás da banda, para quem só agora teve a oportunidade de descobrir o vosso trabalho?  

Nick: Obrigado!

Johan: Eu tinha esse nome na minha cabeça desde há algum tempo de um antigo projecto que não chegou a acontecer.

Lars (guitarra principal): Achei que era um bom nome, e a referência aos The Cure é sem problemas, uma vez que ambos os adoramos.

Nick: A História… bem o Johan e o Lars começaram a banda e eu estava a trabalhar como DJ num pequeno clube. Todas as sextas eles apareciam com novas demos e queriam que eu as passasse… o que fiz. Lembro-me de rodar o tema “Show You Me”. E uma noite convidaram-me para me juntar à banda, e eu já tinha uma formada com o Stefan (vozes/guitarra-ritmo) e o resto é história, como dizem.

Hintf: São ainda uma jovem banda, activa na cena musical desde há 12 anos … Estão as coisas a correr da forma que planearam desde que tudo começou?

Nick: Hahaha, bem, já não somos mais quem éramos!

Stefan: É difícil de dizer. Não planeámos nada como “tomar o mundo de assalto” ou algo assim desde o início. Mas apenas tínhamos em mente fazer boa música, e para ser justo, ainda o fazemos pelo que acho que tudo corre conforme planeado.

Nick: E temo-nos divertido muito ao longo do caminho e conhecido pessoas fantásticas!

Hintf: Quais consideram terem sido as maiores dificuldades a ultrapassar e a terem sido ultrapassadas ao longo destes anos enquanto The Exploding Boy?

Nick: O maior desafio ultrapassado é termos conseguido manter a banda unida. Há de facto mentes muito fortes e teimosas nesta banda. Mas no final, independentemente do que digamos, sintamos ou expressemos, todos temos o mesmo objectivo e isso é a cola que nos mantém unidos.

Johan: Mas acho que agora nos damos muito bem.

Stefan: Tem sido como um longo casamento de doze anos …

Hintf: A cena pop-rock da actualidade move-se num circuito mais mediaticamente estruturado do que era há 20 ou até mesmo 30 anos atrás. No entanto, há ainda espaço para a inovação e o nascimento de novas bandas. Como vêem a indústria musical desta nova era?  

Stefan: Não sei se concordo com isto. Quero dizer, nós por exemplo, temos feito digressões por toda a Europa e estivemos nos EUA por três vezes nos nossos últimos dez anos. Há 20-30 anos atrás sem a oportunidade que a World Wide Web nos traz isto não seria possível sem um grande contrato discográfico por trás.

Nick: Acho que estamos no nosso próprio estilo, algures entre o pós-punk gótico e o indie pop/rock, como os Placebo ou os Interpol, pelo que não nos importamos de como a música à nossa volta soa…

Hintf: “Alarms!” é o vosso 5º disco, um álbum lançado pela editor AFM Records no passado mês de Maio. O que vos levou a escrever este disco e que alarmes intencionam não se silenciem com as vossas canções?  

Nick: Tem tudo a ver com o mundo em que vivemos, o terror, as ameaças, o Armagedam…

Johan: Sim, já era tempo de fazermos isto.

Stefan: Bem, é escusado dizer que este é o nosso álbum mais politizado até à data. E foi um factor principal na nossa motivação. Da maneira que este mundo tramado se mexe, com um total asno como presidente dos EU e com ideias de extrema-direita a ganhar terreno por toda a Europa. Não está nada bem. E sentimos que tínhamos algo para dizer acerca disto.

Johan: Normalmente tenho alguns problemas com artistas políticos. Mas acho que fomos bem-sucedidos ao fazer um álbum abertamente politico e que resultou também num excelente álbum de pop. Penso que estamos todos muito orgulhosos dele.

Hintf: Ainda se lembram de como correu o vosso primeiro concerto? Quais as melhores memórias que guardam desses iniciais momentos em palco?  

Nick: O nosso primeiro concerto foi um “pagar para tocar” espetáculo num local chamado Stampen aqui em Estocolmo. Éramos a segunda banda de um cartaz de três. A primeira teve cerca de 10 pessoas na plateia. De repente o local começou a encher, com mais e mais pessoas a chegar, ao ponto de lá fora se formar uma fila cada vez mais longa. Quando entrámos em palco o espaço estava tão apinhado que mal conseguíamos respirar. O bar esgotou toda a sua cerveja e vinho, pelo que quando saímos do palco toda a gente saiu, deixando a terceira banda com… nada, sem bebidas, sem público e um microfone partido…

Johan: Nós éramos de facto uma nova banda-sensação ao momento. Tanto em Estocolmo e como quando pela primeira vez fomos à Alemanha. Éramos a primeira banda de dark indie/post-punk/gótico da agora renovada cena de Estocolmo. Lembro-me que foi muito divertido, e penso que continua a sê-lo.

Hintf: E agora? O que têm os The Exploding Boy preparado para nos entreter nos palcos europeus? Está Portugal na vossa rota?  

Nick: Antes de mais temos as novas canções do nosso novo álbum “Alarms!”. E fizemos também umas belas projecções para acompanhar as canções.

Stefan: Portugal a esta altura não está. Tentámos contactar com alguns agentes em Portugal e Espanha, mas não nos responderam… Então, se alguém estiver a ler isto. Mandem-nos uma mensagem!

Hintf: Estão a par da nossa música? O que conhecem do nosso país?  

Nick: Excepto os Moonspell eu não conheço muito mais da vossa música nativa.

Stefan: Para ser honesto eu não conheço muito mais, não sobre a vossa música. Como grande fã de futebol no entanto conheço algumas das vossas cenas. Lembro que foi óptimo bater-vos na final dos Europeus dos Sub-21 há um par de anos atrás…

Nick: Nós tocámos tanto em Lisboa como no Porto aqui há uns anos, ambas lindíssimas cidades… E tenho actualmente uma ex-namorada a viver nos arredores do Porto!

Johan: Uma jovem portuguesa de 60 anos lá no meu trabalho vai-me mantendo informado de alguma música, mas sinto não ser o meu tipo de música. Porém, gosto bastante dos Uni-Form de Lisboa.

Hintf: Por ultimo mas não menos importante, esta linha é aberta a que nos deixem uma mensagem…

Johan: Esperamos que gostem do novo álbum e que nos queiram para alguns concertos no futuro. Cuidem-se!

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