Witherfall

Banda: Witherfall

Título: “Prelude to Sorrow”

Editora: Century Media Records

Data de Lançamento: 02.Novembro.2018

Este álbum reflecte a dor e a fúria sentida por todos os elementos da banda, na luta do antigo baterista e amigo Adam Paul Sagan contra o cancro. “Prelude to Sorrow” é a continuação do tributo a Adam.

Musicas intensas, letras emotivas e quase todas exclusivamente sombrias e com tom arrastado, não descartando os riffs e bateria acelerada. Tudo que contribuiu para o sucesso do álbum de estreia anterior “Nocturnes and Requiems” está aqui presente, mas com muito mais profundidade.

Os acordes densos iniciais da faixa que dá título ao álbum lançam imediatamente um sentimento de tristeza seguido pela raiva em “We are nothing” faixa com 11 minutos que pode ter três partes distintas, contendo um início cheio de “raiva” seguido de atmosfera acústica marcada por solo de guitarra com um término mais pesado, com algum Groove também e a voz de Joseph Michael (Ex-White Wizzard) a lembrar, até porque a letra leva-nos à reflexão que a vida é valiosa embora precária.

“Moment of silence” mantem o registo, os riffs são pesados e os ritmos mais ousados. O tom sombrio e a puxar para black metal é notório. “Communion of the wicked” tem um ritmo mais alucinante e riffs que nos levam a desejar tocar guitarra assim também, será que quando estamos sozinhos à noite sem conseguir dormir, somos todos acometidos de pensamentos obscuros? Aquelas mentiras que dizemos a nós próprios e aqueles assuntos que deixamos pendentes durante o dia e acabamos a ruminar neles à noite!? É isto que retrata a letra.

“Shadows” deriva entre mágoa e a raiva, claramente mostrados pelos riffs e ritmo mais doloroso que nos transmitem musicalmente, a guitarra clássica em “Ode to Despair”embala-nos literalmente e com a voz de Joseph Michael a sussurrar primeiramente torna-a inspiradora.

“Maridian’s Visitation e “The Call” são faixas mais curtas e como que a dar-nos alguns minutos de pausa da intensidade musical das subsequentes faixas.

A penúltima faixa é “Vintage” que tem início lento e simples, gradualmente a crescer ao longo dos 11 minutos, o solo de guitarra que começa aos 8:38 é fenomenal. “Epilogue” uma faixa mais calma, novamente com a voz de Joseph Michael quase sussurrada a indicar isso mesmo, um final.

É um álbum que explora muito o nosso emocional, principalmente os de perda, tristeza e sofrimento na perda de nossos entes ou amigos queridos. Um álbum com letras reflexivas, poderoso e brilhante que utiliza o Power metal progressivo para nos iluminar o caminho.

Pontuação: 09/10

Por: Paula Pedroso

 

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