Voivod

Banda: Voivod

Título:“The Wake”

Editora: Century Media

Data de Lançamento:21.Setembro.2018

Ouvir um álbum de Voivod é para mim algo absolutamente transcendental. E este “The Wake” não foge à regra. Neste 14º álbum, os Canadienses levam-nos para o seu universo, bem particular, onde tanto a música como as letras trazem uma dimensão verdadeiramente única aquilo que nos é oferecido. E que oferta!

Este novo álbum é o primeiro com o Baixista Dominique Laroche (“Rocky”). Na guitarra temos o impressionante Daniel Mongrain (“Chewy”), nas vozes o abismalvelmente intenso e presente Denis Bélanger (“Snake”) e na bateria o mágico Michel Langevin (“Away”).

Neste “The Wake”, somos convidados a uma viagem através desta grande máquina de composição que são os Voivod. Uma história sólida musicalmente e que nos faz passar por vários momentos musicais que são inspirados até noutros géneros como o Jazz ou o Clássico (sobretudo em “Sonic Mycelium”), mas também absolutamente louca e forte nas letras de Snake que nos permitem voar livremente no imaginário das nossas mentes.

Cada música que os Voivod nos apresentam é como uma espécie de teatro, onde as cenas se vão seguindo até à sua conclusão magistral. A abertura dá-se com “Obsolete Beings”. A rítmica desta música é algo impressionante, sempre a andar, o que por vezes acaba por contrastar um pouco com riffs de guitarra incisivos e ao mesmo tempo outros mais melodiosos. E o solo? mas que solo. Por vezes são os sentimentos que fazem uma guitarra tocar. Muito bom! E que break e transição na Música com Snake a entoar “Is there some use to Mankind?”. Uma transição fantástica! Em “The End of Dormancy” temos uma secção rítmica mais forte, como algo mais militarista. Destaque para uma produção muito “clean” com destaque para todos os instrumentos. Embora o álbum funcione como um todo, importante será dizer que cada música poderá ser ouvida e fortemente apreciada individualmente. Destacar ainda dois temas: primeiro “In conspiracy, um riff Metal, uma secção rítmica acelerada, uma voz forte, e de repente sem abrandar o ritmo, uma secção de cordas entra uma delicia para quem está a ouvir. “Amazing”! É o que me apetece dizer. Mas ainda tenho de falar do grande final com “SonicMycelium” que funciona como uma espécie de resumo daquilo que é “The Wake”. Uma música muito bem montada, onde a mistura de letra e música parece estar elevada além da sua complexidade. Um tema absolutamente genial. Mas atenção que não estou aqui a dizer que é simplesmente um apanhado do que ouvi no álbum. Esta música é por si só uma estrutura ainda mais complexa que nos faz viajar além de tudo o que já ouvimos. Simplesmente abismal!

Apenas posso dizer isto: com “The Wake” os Voivod elevaram ainda mais alto uma fasquia que já está brutalmente alta. Metam “repeat” e ouçam, mais e mais e ainda mais!

Pontuação:9,5/10

Por: Julien Valente

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