Grave Digger

Entrevista: Grave Digger

Por: Lígia Ferreira

Hintf: É muito bom ter-vos para esta entrevista, o vosso novo álbum The Living Dead, foi lançado a 14 de setembro e é dedicado a um amigo vosso que faleceu, foi um gesto bonito fazer algo assim. ..

Irfan era um grande amigo da banda e um verdadeiro fã também. Ele nos apoiou muito, especialmente quando fizemos as duas tours nos EUA com Blind Guardian. Sabíamos que ele já tinha sofrido um ataque cardíaco no passado, mas nunca esperávamos algo assim. Ainda estamos todos chocados.

Hintf: O álbum teve óptimas críticas até agora, o processo de gravação foi difícil ou correu bem?

Embora tenhamos feito vários álbuns nas últimas décadas e o procedimento seja semelhante de um álbum para o outro, sempre há algo novo. Desta vez, o meu novo estúdio de gravação, chamado Meadow Studios, teve a sua viagem inaugural para as gravações de guitarra e a pré-produção do álbum. Tenho uma nova sala de gravação, que oferece muito mais gerenciamento de som do que antes. Foi incrível.

Hintf: Não é um álbum conceptual, como alguns dos vossos lançamentos anteriores. O que te inspirou a escrever este álbum?

Bem, nós temos um contrato com a nossa editora… haha… estou a brincar. Nós queríamos fazer algo diferente , um álbum de metal alemão como o “Healed By Metal”, por exemplo, então decidimos testar mais sobre os limites  em termos de composição e habilidades técnicas. Mas no final ainda é 100% Grave Digger.

Hintf: Se tivessem de escolher uma música favorita qual escolheriam?

“Shadow Of The Warrior”

Hintf: Olhando para trás para o álbum Stronger Than Ever, sob o nome de Digger, na época como surgiu a ideia para o álbum e fá-lo-iam de novo se pudessem voltar atrás?

Voltando no tempo, acho que Chris não faria uma experiência como esse álbum novamente. Eu não tenho nenhum problema com o álbum, mas eu não estava na banda quando capas do álbum foram rasgadas em pedaços e atiradas ao palco pelos fãs nos concertos.

Hintf: Vocês têm planos para vir a Portugal nos próximos meses?

Infelizmente não. Queríamos visitar Portugal quando a nossa grande tour europeia começasse em janeiro de 2019, mas nenhum dos promotores locais nos fez uma oferta.

Hintf: Achas que hoje é fácil trazer algo novo e fresco para a cena?

Não. É impossível, todo o tipo de música já foi escrito. A única coisa que  podes fazer é uma mistura pessoal de diferentes estilos ou recriar um estilo que foi famoso há 3 décadas ou mais, para que os fãs jovens que não sabem que já estave em cena, pensem que é algo novo. .

Hintf: Com muitas bandas icónicas a retirarem-se dos palcos  e novos subgéneros a surgir, como achas que o metal será daqui a dez anos?

Será o mesmo de hoje, mas com a diferença de que nenhum artista poderá mais viver da música. Os cortes ridículos, Spotify e afins, matam todos os tipos de talento. Depois de alguns anos investindo mais dinheiro do que jamais conseguirás ganhar, tens  que desistir, triste, mas é a realidade.

Hintf: Quais são algumas das bandas que ainda te dão arrepios quando as ouves depois de todos esses anos?

Gary Moore, Queen e Jeff Beck.

Hintf: Chegamos ao final desta entrevista, há algo que queiras  acrescentar que não foi perguntado?

Espero ver-vos em um dos nossos próximos concertos!

Axel „Ironfinger“ Ritt

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