Krisiun

Banda: Krisiun

Titulo: “Scourge of the Enthroned”

Editora: Century Media

Data de Lançamento: 07.Setembro.2018

Não tenho estado muito atento ao que tem sido feito do outro lado do Atlântico, com os nossos irmãos Brasileiros. Mas Krisiun é uma banda inevitável. Esta banda formado por 3 irmãos, Alex Camargo (Baixo e voz), Moyses Kolesne (Guitarra) e Max Kolesne (Bateria) no já distante ano de 1990, tem-nos presenteado com álbuns de grande qualidade como, por exemplo, o estrondoso “Black Force Domain”, o genialíssimo “Conquerors of Armageddon” ou ainda o absolutamente memorável “Southern Storm”. Dito isto, estou à espera ao pôr play no leitor de algo muito mas muito old-School. Vamos então a isto.

Abrimos as hostilidades com o tema que dá o titulo a este “Scourge of the Enthroned” que é introduzido com uma rítmica pesada e mais lenta (excelente peso no baixo e excelente bateria) e com uma guitarra com um riff malévolo. Mas é quando entramos mesmo no tema que parece que somos fuzilados por uma rajada de peso/velocidade/agressividade! Mas que bom! E que baterista! e que Baixista! E que voz. Já me estou a sentir em casa. Old-School Death Metal! Gosto! Continuamos com “Demonic III” e com esta sede de conquista, de violência e de sangue! Já agora de referir que está música conecta diretamente o art-concept por detrás da capa deste álbum e que é realizada por Eliran Kantor (Testament, Hate Eternal, Sodom) com o álbum em si. De referir também, que “Whirlwind of Immortality”, que para mim é o grande destaque do LP (falarei mais à frente), também está direitamente ligada ao conceito visual deste álbum (evoca os anciães Annunaki – Os que vemos na capa, que eram 7, mas aqui acabam por serem 3 em obvia referência aos elementos da banda). É importante referir que parecem-me existir muitas referências musicais a anteriores trabalhos nas partes instrumentais, o que permite um som muito Old School como falado mais acima. Acaba por ser evidente em “Devouring Faith” ou em “A thousand Graves”. Temos depois “Slay the Prophet” que embora mais “calma” tem um peso brutal e dá uma sensação descomunal de poder. Mais uma vez, um grande destaque para a parte de bateria de Max! Abismal! Falar então, por fim, de “Whirlwind of Immortality”: em frente! “Straight ahead”! Acabar o LP com a maior brutalidade possível! Com várias quebras no ritmo que dão toda a genialidade ao tema, com peso, com velocidade, com técnica, e mais e mais. BRUTAL!

Não posso dizer isto de outra forma: Death Metal do bom! Mesmo! Ouçam! Mesmo!

Pontuação: 9,2/10

Por: Julien Valente

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