Deicide

Banda: Deicide

Titulo: “Overtures of Blasphemy”

Editora: Century Media

Data de Lançamento: 14.Setembro.2018

Tenho de dizer isto: nunca fui muito fã dos Deicide. Claro que são uma das grandes referências de uma das vertentes mais extrema do Metal, e claro que o Glen Benton é um dos grandes músicos do Metal de uma maneira mais abrangente, mas não sei porquê, nunca fui muito fã.

Posto isto, fazer esta review mostrou-me que estou certo em pensar que devemos partir sempre do 0 no que diz respeito a possíveis pensamentos pré estabelecidos. Os Floridianos têm um novo músico na formação, Mark English (Monstrosity) que substitui Jack Owen como guitarrista juntando-se a Kevin Quirion para complementar o já mais do que firme núcleo duro da banda, Steve Asheim (Bateria) e claro o Sr. Glen Benton na voz e no baixo.

Mas falando da música e deste “Overtures of Blasphemy” será importante desde já referir: que chapada! Sem dúvida um dos melhores álbuns dos Deicide, e de certeza o melhor de há 10 anos para cá! Pelo menos, desde de “The Strench of Redemption”. Temos momentos verdadeiramente selvagens, brutais: “One with Satan” que abre o álbum e que dá logo o mote para a brutalidade que se adivinha a seguir! Mas não pensem que fica por aí: todo o álbum é verdadeiramente bom, brutal, cru e tão “selvagem”, como mostram as músicas finais como “Consumed by Hatred”. O que também prova que os nossos amigos Benton e companhia estão prontos para todo o tipo de profanações possíveis e imagináveis nesta violência demoníaca que é este novo LP.

Bem, mas depois de ter falado em tanta violência como vou poder dizer isto? Sim existe melodia. Existe composição melódica, pelo menos que nos faz lembrar melodias, como em “Crawled From the Shadows” onde muda ligeiramente o registo mais pesado no som das guitarras para algo mais “light” (só que com peso…), com riffs deliciosos e incisivos, ou em “Compliments of Christ” onde, para além da música, é importante falar também das letras, em que Benton mostra toda a sua veia anti-Cristã com uma vocalização absolutamente deslumbrante! De génio! Mas como já disse, temos aqui muito Death Metal à Antiga, como em “All that is Evil” ou “Excommunicated” (que solo meus amigos!) ou então e embora não tão ritmada “Anointed in Blood”. E falando em agressividade, “Crucified Soul of Salvation”  ou “Seal the Tomb Below, que continuando num registo muito Death Metal, aliam a agressividade nas letras, continuando numa onda muito anti-cristã, muito prezada pelo Benton. Por fim, e a terminar o álbum, “Destined to Blasphemy”, música da qual gostei bastante. Muito à Deicide de outros tempos. Muito agressiva! Mesmo muito demoníaca!

Antes de concluir, também dar uma menção muito especial para a produção, absolutamente deslumbrante a cargo de Jason Suecof e Alan Douches. Brilhante!

Não fiquei nada desiludido e como disse ainda bem que não tenho apreensões relativamente a bandas. Gostei e recomendo vivamente!

Pontuação: 9,3/10

Por: Julien Valente

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