Aynsophar

Banda: Aynsophar

Titulo: Abysmal Secrets of Unknown

Editora: Neverheard Distro

Data de Lançamento: 22.Setembro.2017

Aynsophar é um projecto de death metal progressivo criado em 2016 por Barbara Teleki, original da Hungria. O nome do projecto vem do hebraico “Ain soph aur”, que significa luz sem limites. Aynsophar é o sonho da incorporação além da imaginação de Barbara Teleki.

O seu álbum “Abysmal Secrets of Unknown” com menos de 30 minutos e com 4 músicas apenas, lançado a 22 de Setembro de 2017, é um projecto em que Barbara toca todos os instrumentos, e é completado por vozes convidadas. O seu álbum de estreia “Abysmal Secrets of Unknown” é lançado pela editora “Neverheard Distro” em 2017 em cassete, mas os CDs são auto-lançados.

“Abysmal Secrets of Unkown” é o som da sua perseverança, quatro fragmentos da sua alma. Inspirado por teorias espirituais, psicologia e filosofia, ela está disposta a canalizar a sua psique para o ouvinte enquanto reflecte sobre a dor e as belezas do mundo, embrulhadas e revestidas de música escura e pesada, equilibrada por melodias.

A quantidade de trabalho que foi colocado neste álbum é impressionante. No álbum “Abysmal Secrets Of Unknown” Barbara tem a ajuda de Chris Lytle (Insatanity) e Travis Green (Maiden BC) na voz e Lars Gygax (Iron Of Fate) no baixo. Estes músicos convidados dão ao álbum uma vida adicional. E dada a informação de que Barbara toca a maioria dos instrumentos é mesmo impressionante e de louvar, ver assim alguém tão talentoso a fornecer ao mundo mais musica metal. É uma meia hora de metal e puro bem-estar.

A primeira faixa, “Abysmal Secrets Of Unknown”, tem uma abertura ao estilo death metal, guitarras rápidas, bateria tocada de maneira agressiva e potente com uso de pedal duplo. As vozes guturais dão um contraste na música, uma mais grave e outra mais alta. Temos muitos solos com guitarras distorcidas, com ritmo extremamente rápido e mudanças abruptas de tempo. Mais à frente, as vozes fazem um dueto, cantando ao mesmo tempo e, com o acompanhamento das guitarras, dão uma sensação de melodia e a construção da música dá uma sensação muito progressiva. Nesta faixa há mesmo muitos solos, bem elaborados e complexos feitos pela Barbara! Muito bom.

“Feed the Machine”, a segunda música, tem uma introdução bastante rápida. As guitarras acompanhadas pelo gutural complementam-se e dão uma sensação de brutalidade. Guitarras agressivas e rápidas acompanhadas pela voz. Mais à frente começa um solo, calmo a prever que vem aí um mais agressivo. A Guitarra e bateria juntam-se e a música começa a ser cada vez mais rápida e agressiva. Rebenta com o gutural. A guitarra de Barbara complexa, rápida e distorcida. Muitos solos bem death progressive com mudanças de tempos. O final bem destrutivo e violento.

A 3ª faixa tem uma introdução melódica, com vozes entoadas. Guitarras mais lentas que as faixas anteriores, mas com estilo death metal. As vozes entoadas são fenomenais, mais altas mais incomuns no death. Os vocais limpos são melódicos e a guitarra continua.. No final, som de guitarra lento e melódico, melancólico.

A última música do álbum é muito curta, dois minutos e mais um tanto. Mas é uma música rápida, agressiva, o vocal cresce de sussurros a gutural com uma sensação diabólica, demoníaca, com os instrumentos rápidos, apertados e brutal.

Barbara começou em 2016, mas espero que este seja apenas o início de uma longa carreira. Barbara tem uma habilidade incrível na guitarra. Como primeiro lançamento, acho bastante promissor.. mas este álbum é muito curto. Não é suficiente. 4 Faixas não são suficientes. Com tal habilidade e diversidade teria de ser mais. Ou talvez fosse essa a intenção..

Pontuação: 9/10

Por: Maria João Tavares

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