W.A.S.P.

Banda: W.A.S.P.

Titulo: “ReIdolized (The Soundtrack To The Crimson Idol)”

Editora: Napalm Records

Data de Lançamento: 02.Fevereiro.2018

36 anos de carreira, 15 álbuns oficiais de originais, 5 Demos, 4 EP’s e uma enorme quantidade de singles intercalados com Live Álbuns, Compilações e tantos outros Vídeos, são apenas alguns dos feitos discográficos dos icónicos Heavy/Hard Rockers californianos, W.A.S.P.. Detentores de uma sonoridade automaticamente reconhecível e com o timbre único da voz de Blackie Lawless, os W.A.S.P. contém nesta sua vastíssima discografia um dos álbuns mais emblemáticos de toda a história musical das últimas 4 décadas, o seu “The Crimson Idol”, originalmente editado em 1992 pela Capitol Records.

No passado 2017 este disco atingiu a marca dos 25 anos e no passado dia 02 do corrente viu então esta celebração ser feita com a edição de luxo em 3 versões/formatos pela Napalm Records, editora pela qual assinam atualmente, sendo uma delas a mais importante a ter em conta, a edição dupla com DVD ou BluRay, que finalmente revela centenas de horas de filmagens concentradas então em 50 minutos da perfeita simbiose da história concetual deste disco, com a banda sonora perfeita que acompanha imagens de brutal atrocidade e violência na forma de castigos físicos, na redutora e castrante tentativa de aniquilação de liberdades e desenvolvimento pessoal, no vil jugo da imposição de crenças religiosas e total falta de humana parentalidade.

“ReIdolized (The Soundtrack To The Crimson Idol)”, traz-nos os temas incluídos na sua versão original bem como os restantes inclusos nas várias edições com selos vários e de captações ao vivo e pouco mais se pode acrescentar aos rios de tinta que versaram e opinaram já sobre temas como ‘The Invisible Boy’, ‘The Gipsy Meets the Boy’, ‘The Idol’ ou O tema de sempre de W.A.S.P., ‘Doctor Rockter’.

O brilhantismo de composição, interpretação ou execução é magistral, esta é desde a sua entrega ao Mundo uma dádiva aos nossos ouvidos e uma gentil tentativa de despertar a nossa consciência e sensibilidade para a fuga das grilhetas da sociedade.

O filme, é uma perfeita recriação de uma história que poderia ser a nossa, que foi a de tantos ninguéns mas que na figura de Jonathan Steele e na sua busca pelo amor livre e incondicional encontra na Música a sua libertação, mergulhando no abismo da ascensão e queda, paradoxo previsível de um crescimento feito de sombras e turva invisibilidade. A arte visual deste filme com fotografia em jogos de preto e branco ou sépia e quase ausência de outras cores, surge o vermelho esbatido e poroso nas ‘frames’ mais intensas e vibrantes, a perfeita captação e consistência do visual de há 3 gerações atrás, vêm apenas imortalizar um pouco mais o que se havia conseguido já na sua estrutura musical. Produzido por Benji Howell e dirigido por Ralph Ziman, numa coprodução entre os Rockworx Inc. e a Napalm Records, é algo que deve ser visto e revisto num ecrã de boas dimensões e com o volume bem alto. Várias vezes.

Pontuação: 10/10

Por: Paula Antunes

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