Autokrator

Banda: Autokrator

Titulo: “Hammer of the Heretics”

Editora: Krucyator Productions

Data de Lançamento: 10.Abril.2018

O duo francês praticante de Death/Drone/Doom/Black Metal, Autokrator, está de volta às edições discográficas, apenas 2 anos volvidos sobre o seu anterior “The Obedience To Authority”.

Com o selo de qualidade da editora Krucyator Productions, o 3º álbum da discografia destes franceses, intitulado de “Hammer of the Heretics”, tem data prevista de lançamento para o próximo 10 de Abril e é uma reconfirmação da qualidade sonora e maleabilidade criativa deste atual duo. Contando com a presença especial de Kévin Paradis (Benighted, Agressor) como baterista de sessão, apresentar-se-á este novo registo em formato digipack, composto de 5 temas num total de 34,05 minutos de hipnotizantes, agressivos e intensos.

Intensidade é aliás a palavra que melhor define a essência deste álbum, assente numa parede sonora difícil de transpor, que requer máxima concentração na sua escuta e total abstração da normal ansiedade por riffs rasgados característicos do Death metal ou por uma interpretação em growl mais fluída.

“Hammer of the Heretics” é uma peça homogénea, os ritmos e cadências sonoros assentam sobre a constante distorção e reverberação e logo de início com o tema de abertura ‘Against Flesh and Blood’ que se consegue vislumbrar um cenário de mortandade; a sensação mais pertinente é a de nos transportarmos fora do nosso corpo, como espectros que presos a estas grilhetas sonoras sobrevoam um espaço pejado de cadavéricos e ainda ensanguentados corpos, num saque aos despojos dessas almas ainda em limbo.

É uma imagem atroz, que fere a sensibilidade mas que por sua vez se acalma ante o constante sussurro vociferado que nos guia perante esta viagem musical.

‘Le Sang Impur’, a faixa mais longa, é um misto de experimentação de industrial noise e cortante black metal , numa elipse temporal entre o post e o avantgarde.

Sem falhas a nível de produção e mistura, “Hammer of the Heretics” é um álbum que requer mente aberta e alguma paz de espirito para que possa ser apreciado na sua plenitude, é um registo de difícil assimilação mas o resultado final compensa.

Pontuação: 7,8/10

Por: Paula Antunes

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