Report Escrito Nine O Nine

Report Escrito Nine O Nine // Dogma // Corvos Live @ Rca Club,Lisboa (17.Fev.2018)

Noite fria mas coração quente e ansiosa para ouvir ao vivo o álbum, na íntegra, dos Nine O Nine. Já tinham lançado 3 temas antes da estreia oficial: “The Time is Now”, “The Rush”, “Beauty Femme” e o público ansiava pelo resto do álbum. Corvos e Dogma seriam as bandas convidadas para esta estreia.

A banda Corvos é pouco comum no panorama da música portuguesa. O facto de serem uma das bandas convidadas fez-me pensar que o álbum de Nine O Nine seria uma surpresa.

As portas abriram às 22h e já se fazia fila para entrar no RCA Club. A casa ainda meio despida, foi-se compondo até as 23h.

Os Corvos abriram a noite com uma actuação fenomenal. Constituída nessa noite por quatro elementos com formação musical clássica (3 violinos e um viola d’arco), um baixo e bateria. Quem não conhecia ficou deslumbrado com a banda, que conseguiu muitos aplausos do público. A banda alia o instrumental clássico com o rock, passando pelas suas origens clássicas. Uma boa surpresa cheia de energia, uma excelente presença e atitude em palco.

Depois de um breve intervalo, os Dogma subiram ao palco. Sim, após terem dado a banda como extinta em 2003, voltaram aos ensaios em 2014 e presentearam-nos com alguns dos primeiros temas da banda (já reeditada em álbum). Banda de Gothic/Doom metal mas com variadíssimas influências musicais, apresentaram-nos uma viagem lírica cheia de metáforas sendo que o caos e a tristeza são sempre o destino final. O vocalista Gonçalo Nascimento, tenta transportar esse sentimento tanto pela voz como de forma teatral, dramática e cheio de energia.

O público sai satisfeito para o segundo e último intervalo, preparando-se o palco para os esperados Nine O Nine.

Nine O Nine abriu com o tema “The Time is Now”, ao vivo é deslumbrante! A voz de Sérgio Duarte soou bem dentro do coração exaltando sentimentos, acompanhado pela excelente composição musical já esperada. O público, já tendo ouvido a música nas redes sociais, também ficou bastante surpreendido com o impacto ao vivo.

E assim continuou o público, sempre surpreendido com a sonoridade das músicas. Excelentes riffs que ficam na cabeça, voz melódica, por vezes mais forte. Solos saídos da guitarra de Tó Pica..

Sim custa rotular a banda. O próprio Sérgio, a meio do concerto perguntou “então já nos conseguiram rotular?” e acrescentou “Nós fazemos o que queremos!.. É assim..”. Esbocei um sorriso, aqui está a surpresa de que se estava à espera. É rock, é metal, suave, poderoso e melódico. É surpreendente! A banda terminou com o esperado e conhecido EP “The Rush” o tema mais abrasivo do álbum. Fecharam com grande orgulho do que construíram e satisfeitos com o impacto criado.

Estão de parabéns, surpreenderam muito pela positiva. Saí de coração cheio!

Por: Maria João Tavares (Hintf Webzine)

Photos by: Hugo Rebelo (SFTD Radio)

Thanks: Raising Legends Records // SFTD Radio

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