Orphaned Land

Banda: Orphaned Land

Titulo: “Unsung Prophets & Dead Messiahs”

Editora: Century Media Records

Data de Lançamento: 26.Janeiro.2018

Se há bandas pelas quais vamos desenvolvendo algum carinho especial e assim meritória atenção ao seu percurso / trabalho, aparte o estilo musical desenvolvido, essa banda é certamente Orphaned Land. Israelitas de origem que iniciaram a sua atividade em meados dos idos de 1991, esta formação tem conseguido até aos dias de hoje manter-se bem à tona de uma indústria musical que por vezes dificulta a disseminação de artistas e seus respetivos trabalhos se originários de determinadas partes do globo terrestre. Politiquices e demagogias fora da mesa e que dariam em bom português pano para mangas, o que importa é que volvidos 27 anos de existência a banda do carismático Kobi Farhi está de volta às edições discográficas e com um disco que é uma obra-prima em várias vertentes.

“Unsung Prophets & Dead Messiahs” que foi lançado pela Century Media Records a 26 de Janeiro do corrente, não é apenas o 6º álbum de originais deste coletivo mas sim a prova cabal que a Música é a primeira Arte e a Arte em si, que por meio de um único sentido desperta os restantes e alimenta o espirito dos ouvintes ávidos de beleza sonora e que neste disco nos é servida em doses extra de cultura mundial e milenar.

Arduamente trabalhado e explorada a sua composição instrumental e lírica ao longo de 5 anos (tempo que se conta desde a edição do anterior ‘All Is One’ em 2013), resultou numa peça brilhante onde toda a essência e mística oriental – que sempre foi a chave cativante e de sucesso dos Orphaned Land – continua patente em todas as 13 canções escolhidas para este alinhamento, encerrando em 63 minutos a sagacidade melódica e a precisão rítmica dos instrumentos executados.

Os coros a que somos sujeitos em temas como ‘Chains Fall To Gravity’ (só para referir um exemplo) conferem uma carga épica pouco comum a uma variante oriental, refrescando um pouco esta sonoridade e outorgando direitos de criatividade e originalidade de composição, com uma dinâmica de ritmos crescente ao longo do álbum.

Sendo fomentadores e apelantes ao pacifismo pela sua arte, fazem-no com melodias que nos apaziguam os ânimos e predispõem o ouvinte a um estado de serenidade e complacência, conseguindo transformar o seu desagrado e ‘raiva’ pelo atual estado da Humanidade em reptos à união e entendimento entre semelhantes sob a forma de poemas como ‘My Brother’s Keeper’ ou ‘Take My Hand’.

De referir ainda a presença de ilustres convidados de peso – o que apenas reforça a estima que esta banda tem a nível mundial pelos seus pares – a saber: Steve Hackett (ex-Genesis) que com o virtuosismo da sua guitarra progressiva encorpa a já referida ‘Chains Fall To Gravity’, Hansi Kürsch (Blind Guardian) a emprestar a sua voz para o tema ‘Like Orpheus’ e o também carismático frontman e vocalista dos At The Gates, Tomas Lindberg, que faz soar o seu timbre vocal em praticamente todas as faixas deste disco.

Podemos esperar mais 5 anos por outra obra de Orphaned Land pois valerá decerto a espera mas até lá este ‘”nsung Prophets & Dead Messiahs” é para seu ouvido até à exaustão, coisa que avisamos não vai acontecer, cada audição é como uma primeira vez, o cansaço aqui não tem lugar.

Pontuação: 9,2/10

Por: Paula Antunes

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