My Silent Wake

Entrevista My Silent Wake

Por: Paula Antunes

Hintf: Comecemos por conhecer a banda, a sua origem e género e um pouco do vosso percurso no cenário musical… 

MSW: Olá e obrigado pela entrevista. Quando a minha banda (thrash) original Seventh Angel se separou em inícios dos anos 90, eu estava inclinado a começar uma banda de doom; eu era muito influenciado pelos Paradise Lost, Candlemass e Trouble só para referir uns quantos. Os Ashen Mortality começaram em meados de 93 e acabaram em 2005. MSW formou-se logo de seguida depois da separação, e continha a maioria dos membros finais dos AM. MSW foi a continuação do mesmo estilo com uma mentalidade mais aberta. No que toca a género, nós tocamos death/doom com influências extra do black metal, metal tradicional, rock e gótico e também tocamos música experimental e acústica, influenciada pela nossa veia não-metal com favoritos como os Dead Can Dance, folk e música medieval. Nem todos na banda partilham exactamente os mesmos gostos mas todos gostamos de death/doom e temos igualmente gostos alargados. Ao longo dos anos, tocamos em várias tours e festivais e fizemos imensas gravações. Temos tido várias alterações de line-up mas eu tenho sido uma parte constante da banda. A minha antiga banda, Seventh Angel, reformulou-se há quase uma década atras e por algum tempo tenho dividido as minhas energias entre ambas. SA estiveram inactivos nos últimos anos mas eu tenho outras bandas com as quais estou envolvido atualmente.

Hintf: Apesar de estarem ativos apenas desde 2005, ‘There Was Death’ é o vosso 10º disco de longa duração na vossa discografia. Têm uma enorme quantidade de criatividade e árduo trabalho metido mos vossos discos, por isso que nos podem dizer do vosso processo criativo e de composição dos discos?

MSW: Quando começamos dissemos que iríamos tocar o que quiséssemos e temos mantido isso ate agora. Alguns dos nossos álbuns são muito pesados, outros mais melódicos e alguns acústicos ou ambientais. Muitas bandas têm projetos paralelos que mostram as outras influências mas nós mantemos tudo debaixo da bandeira de MSW. Os álbuns de metal foram no geral, escritos, ensaiados e gravados na justa e tradicional maneira mas alguma da música mais experimental é gravada de forma menos convencional, usando itens inconvencionais. Algumas das faixas experimentais foram escritas no momento e gravadas quase logo de seguida; tu não tens a liberdade de fazer isto com o metal e isto dá-nos esses lançamentos com sentimentos e sons diferentes.

Hintf: Como vêem as vossas anteriores (e outras ainda ativas) colaborações terem melhorado e aguçado as vossas habilidades musicais de modo a trazerem algo de novo aos headbangers?

MSW: Tocar com pessoas diferentes dá à banda uma imensa variedade e possibilidade de tocar vários estilos e mantém as coisas bastante flexíveis. Todos os envolvidos na banda tem contribuído com algo único e colaboramos um pouco com os nossos amigos como convidados. Isto inclui o Greg dos Esoteric, e que também gravou com o Martin dos Attrition, com quem também gravamos no passado. Ambos excelentes músicos e executantes. O Simon dos Seventh Angel é a adição mais recente à banda e os seus teclados podem ser ouvidos neste novo álbum em todas as canções (excepto a mais curta). Eu acho que isto adicionou bastante ao som. Na verdade, ele começou a tocar teclados para se juntar a MSW uma vez que esta era a única vaga que tínhamos na banda. Nunca tivemos um teclista a tempo inteiro, mas alguns antigos membros como a Kate, que tocaram nos álbuns (e uma vez ao vivo); eu fiz alguns teclados também e também tivemos o Greg e o Martin a fazer outros em outros álbuns. Antes do Si se juntar a nós ele apenas tinha tido dois concertos com teclados/sintetizadores.

Hintf: Falem-nos um pouco da arte visual das letras para este ‘There Was Death’, em que se inspiraram, quem está por trás dos cenários da arte visual, quer para a banda quer para o disco?

MSW: Nós usamos a arte do Juha Vuorma na capa do último álbum e quisemos trabalhar com ele de novo para este disco. Ele tem um excelente portfolio de trabalhos e achamos que este era perfeito para o sentimento e temática das letras deste álbum. A imagem do pássaro resulta perfeitamente com a letra da canção de fecho.

As letras abrangem uma vasta área mas lidam acima de tudo com a morte ou a morte de algo importante na vida do escritor e são assim muito catárticas. Eu escrevi a maior arte das letras, com o Simon e o Addam a escreverem uma cada um. Algumas são muito íntimas e foram muito difíceis de escrever. Muitas revisões foram feitas.

Hintf: ‘There Was Death’ está previsto ser lançado no próximo dia 16 de Fevereiro, como se sentem com este ‘novo bebé’ prestes a ser entregue ao mundo? Satisfeitos com o resultado final ou ainda pensam que algo mais poderia ter sido feito (apesar da sua quase perfeição…?)?

MSW: Obrigado por essas amáveis palavras. Eu estou muito satisfeito com ele. É impossível estar 100% satisfeito com algo que tu próprio fizeste porque te vais sempre concentrar nas suas fraquezas, mas eu sei que cada membro deu o seu melhor e entregamos o melhor álbum que poderíamos ter. Eu estou orgulhoso do que alcançamos e espero que os outros o apreciem também.

Hintf: Estão familiarizados com a cena de metal portuguesa? O que conhecem de Portugal?

MSW: Lamento muito – eu não sei nada acerca da vossa cena.

Hintf: Planos e objectivos para o 2018 dos My Silent Wake? 

MSW: Tocar o máximo possível para promovermos o álbum e esperamos fazer mais alguns amigos e fãs.

Hintf: Deixem uma mensagem para os nossos leitores e os vossos seguidores e também para os companheiros músicos que estão a tentar alcançar o seu próprio lugar na cena musical!

MSW: Para os vossos leitores – obrigado por lerem. Por favor confiram a nossa música, e partilhem se gostarem. Aos nossos seguidores – muito obrigado pelo vosso apoio. Não poderíamos continuar a fazer o que fazemos sem vocês. Para os companheiros músicos – Fazer música nos dias de hoje e no atual panorama é muito trabalho árduo, mas ainda assim pode ser recompensador. Mantenham-no o máximo enquanto gostem do que fazem ainda que só algumas pessoas o consigam entender.

 

 

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