Wrath Sins

Banda: Wrath Sins

Titulo: “The Awakening”

Editora: Raising Legends Records

Data de Lançamento: 09.12.2017

Oriundos da bela cidade do Porto, mais concretamente da também lindíssima Vila Nova de Gaia, o coletivo nacional Wrath Sins são uma das jovens e mais promissoras bandas no nosso cenário musical.

Praticantes desde a sua formação em inícios de 2012 do estilo thrash metal com uma fortíssima componente progressiva, ofertaram por assim dizer, ao já muito público que os segue e vem acompanhando de perto a sua carreira, o seu mais recente registo discográfico, o álbum “The Awakening”, sucedendo este ao seu estreante ‘Contempt Over the Stormfall’, disco que em absoluto se revelou uma brilhante estreia e nomeado por muitos como um dos discos do ano de 2015, no espectro da música mais pesada que por cá se faz.

Com esta pesada responsabilidade acrescida na concretização e consequente edição de álbum seguinte, não se descurou no entanto – e muito pelo contrário – a criatividade musical e compositória, nem tão pouco a mestria na produção e masterização, estas respetivamente a cargo do produtor André Matos (Raising Legends Porto) e de César Craveiro (Raising Legends Lisboa).

“The Awakening”, coeditado a 09 de Dezembro último em parceria pelas editoras nacionais Raising Legends Records e a Raging Planet (por quem assinaram no decorrer de 2017), é um álbum concetual que contém 10 faixas intrinsecamente elaboradas, revelando uma pertinente maturidade musical e elevada capacidade técnica, que sobressaem ao longo dos 48 minutos que dura a escuta deste registo. O cuidado com cada riff devidamente colocado no tempo certo, o doseamento e divisão de ritmos alternantes entre o frenético aceleramento ou a placidez de compassos mais suaves da bateria, são notórios e conferem na forma de espinha dorsal musical deste disco uma dinâmica e melódica estrutura que suporta e eleva cada faixa a momentos de puro deleite progressivo apreciados sem desgaste auditivo pelo ouvido mais exigente.

Deste “The Awakening” é difícil uma ou outra faixa que melhor sirvam de exemplo para a qualidade deste trabalho; ‘Unquiet Heart’ foi já apresentado como o tema e vídeo oficial de “The Awakening”, assume este tema algum destaque na componente mais thrash deste disco, se bem que a ‘The Sun Wields Mercy’ consegue captar ainda mais esta essência com os seus rápidos e rasgados riffs e uma vincada linha de baixo, a par da vocalização gritante e no entanto perfeitamente nítida e de refrão orelhudo; já ‘Strepitant Mist’ é por excelência o tema do progressivo neste disco, com complexos acordes que habilmente executados deixam cada nota fluir e incita a um estado de latente hipnose e compulsiva adição musical. Ainda como referência fica também a dica do tema ‘Shadows Kingdom’, o melhor de dois mundos, onde o thrash e o progressivo se encontram com o groove e fazem fervilhar o caldeirão.

De referir também que a arte de capa ficou a cargo de Miguel Silva, vocalista e guitarrista destes empolgantes Wrath Sins e que temos a participação especial de ilustres guitarristas convidados como Mário Lopes (Legacy of Cynthia), André Ribeiro (Oblique Rain, Sullen) e João Rocha (Sotz) e ainda a participação muito especial de Eduardo Sinatra (Heavenwood) na bateria.

No geral, é uma excelente obra musical, é viciante, enérgico e contém a dose certa de adrenalina que nos faz querer voltar a ouvir uma e outra vez. É um disco para consumir impulsivamente e partilhar, muito, na forma de bolacha ou ficheiro digital (recomenda-se a aquisição das duas formas!) e preferencialmente com os vidros do carro bem abertos ou então com o suave descuido de o ouvirmos num só auricular, pois que isto de sermos generosos com os vizinhos também é saudável.

Pontuação: 9,6/10

Por: Paula Antunes

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*