Machine Head

Banda: Machine Head

Titulo: “Catharsis”

Editora: Nuclear Blast

Data de Lançamento: 26. Janeiro.2018

Machine Head formada em 1991 em Oakland Califórnia, fundado pelo guitarrista/ vocalista Robb Flynn e o baixista Adam Duce, lança o nono álbum “Catharsis” a 26 de Janeiro 2017 pela editora Nuclear Blast. A formação actual é composta por Flynn, o baterista Dave McClain, o guitarrista Phill Demmel e o baixista Jared MacEachern.

Flynn disse: “Este álbum é como um filme… um filme realmente looong(…) Há muitas músicas especiais neste disco e, claro, sempre que se termina um álbum, sentimo-nos orgulhosos, mas desta vez.. nós temos algo realmente especial. Nós sentimos isso. Nós sabemos disso..” e acrescenta, no que diz respeito ao processo de composição do álbum “Catharsis”: ” aquilo que estava a gostar de escrever desta vez, era numa linguagem muito clara, muito directa, não metafórica, grosseira e vulgar. A linguagem do hip hop, a linguagem de como as pessoas falam nas ruas, como falamos agora (…) Pode não ser para todos, mas há uma incrível quantidade de emoções neste álbum”. Flynn diz também em entrevista que este álbum não é pesado como os anteriores, e realmente este é um álbum bastante melódico, groove e rock.

Flynn: “I’ve been telling our fans, ‘Lower your expectations for the heaviness. Lower your expectations for the thrashiness.’ It’s a very grooving, very melodic record. To me, it’s just what the record is.” (disse aos fãs para baixar as expectativas em relação a um álbum pesado e com muito thrash. É bastante groove’ e melódico).

Há realmente alguma sonoridade dos clássicos de Machine Head neste álbum, mas também têm elementos pop, tipo influências de Beatles, como Flynn disse. Começaram a fazer muito mais melodias vocais onde isso foi bastante explorado neste novo álbum.

O álbum começa com um “Ohhhhhhhhhhhhhhh, fuck the world!”. A primeira música “Volatile” foi escrita e gravada no dia dos confrontos em Charlotteville (A marcha “Unir a direita”, que se concentrou na Virgínia com milhares de brancos supremacistas na cidade universitária de Charlotteville). Esta faixa é sobre o ponto de vista que Flinn tem sobre a sociedade actual, sem filtros.

A primeira parte de “Catharsis” é um turbilhão de emoções e energia, a faixa “catharsis” é uma purificação emocional “can you feel my catharsis?”, de seguida vem “Beyond the Pale” com riffs pesados, a sua voz emitindo uma energia de raiva, de indignação e de luta. Continua esta rajada de emoções através das musicas seguintes, “California Bleeding” um relato de um confronto de rua, “kaleidoscope “comemora o poder da musica onde a religião não chega “Songs fill what religion won’t“ até nos depararmos com “Bastards”..

Bastards”, esta é a nova música política, folk-driven. “Esta música é uma música popular simples. São quatro acordes que foram tocados um milhão de vezes nos últimos cem anos, e ainda é a melhor maneira de contar uma história. Esta música é baseada numa conversa que eu tive com os meus dois filhos um dia depois das eleições nos EUA (eleição de Trump). Foi uma conversa muito intensa, foi uma conversa muito difícil. Fui realmente afectado por isso e acabei por escrever este poema no dia seguinte.”

Bastards” é uma música completamente fora do leme de Machine Head, admitiu Flynn, foi usada uma linguagem muito rude, quase vulgar, às vezes, disse o próprio. A primeira parte da letra foi baseada na conversa que teve com os filhos e depois continuou a escrever o que pensava, o que sentia sobre a realidade imediatamente pós eleições. “Consegui dizer o que queria e fui buscar termos vulgares que se ouvia na altura”, afirmou ele.

Hope Begets Hope” e “Screaming At The Sun”é o retorno aos riffs, logo a seguir quebrado pela faixa “Behind the Mask” com uma música acústica ao estilo Opeth.

Heavy Lies The Crown” é sobre o rei aranha francês Luis XI, enquanto a “Razorblade Smile” parece ser um tributo a Lemy dos Motorhead .

O álbum parece não ter coerência a partir do meio até ao final, dispersa nas letras, é Machine Head sem travões, viajando livremente através do passado e do presente. É sangue, coragem e fúria. É Nu metal, Rap, Groove melódico, Country.. Flynn disse que não tem nenhum plano para o futuro de Machine Head, e talvez seja por isso que o álbum não tem coerência, mas o seu espírito rebelde continua forte.

Pontuação: 8,8/10

Por: Maria João Tavares

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