Nexus

Entrevista: Nexus

Por: Paula Antunes

Hintf: Falem-nos um pouco da história menos conhecida de Nexus e o porquê da escolha deste nome para a banda?

Nexus: Bem, antes de mais olá Paula e todo o staff e leitores da Hintf, obrigado por nos receberem! Agora, não há muita história escondida para descobrir no projeto em si, apenas começou depois da oportunidade de eu (Vlad) e o Tony nos conhecermos quando nos baldávamos à escola nos nossos anos de secundário. Nós descobrimos ter gostos similares na música e ambos queríamos formar uma banda que combinasse elementos de metal e eletrónica. O passo natural a seguir foi recrutar alguém que tivesse essa base de elementos eletrónicos, o que nos levou a ter contacto com il Diverso, quem nós conhecíamos por meio de amigos comuns. Nós os três formámos o núcleo duro da banda e temos tido um lineup giratório à nossa volta. Quanto ao nome, é atualmente uma afirmação das nossas intenções musicais, que é trazer vários elementos de vários géneros de que gostamos e fundi-los na nossa própria visão, daí o nome ‘Nexus’, ou cubo, ponto de encontro se quiserem.

Hintf: Apesar de originalmente formados em 2009, no entanto apenas agora o vosso primeiro longa duração de estreia é lançado e decerto um disco bastante esperado, quer ara a banda quer para os vossos seguidores; que dificuldades tiveram que ultrapassar para chegarem a este resultado final?

Nexus: Bem, ter as pessoas certas reunidas foi uma lenta e entediante tarefa. Até meados de 2010 éramos só os dois (Vlad & Tony) antes de termos o il Diverso a juntar-se a nós com o nosso primeiro baterista, Marco… Os bateristas têm sido uma espécie de pequeno problema para nós com nenhum deles a permanecer por muito tempo seja por situações criativas ou pessoais. Nós preparámos um EP no início de 2013 (the Death of Art), e no qual nos baseámos para fazer uma tour pelo Reino Unido e algumas regiões de Itália. No entanto, logo depois da tour o segundo baterista decide desistir da música de vez, deixando-nos sem baterista, pelo que passamos a primeira metade de 2014 a reinventar-nos para trabalhar como um trio com bateria eletrónica e a escrever novo material. Passámos 2015 a autoproduzir-nos e gravando vídeos que fomos colocando no YouTube e esses vídeos chamaram a atenção de algumas editoras independentes pelo que acabamos então por assinar um acordo com a Agoge Records em inícios de 2016 e ocupámos assim o resto do ano a gravar e misturar “the Taint” nos Wolf Studios em Roma. Assim que o disco ficou pronto contratámos um guitarrista e um baterista de sessão para ajudar a melhorar as nossas atuações ao vivo e permitir ao Vlad concentrar-se na vocalização em vez de ter de tocar guitarra também… Por isso, sim, tem sido uma viagem e tanto e teríamos conseguido lançar o álbum mais cedo se não fossem todos estes contratempos com o line-up. Mas, é viver e aprender.

Hintf: ‘The Taint’ é um album de rock gótico moderno e muito melódico; estão satisfeitos com o resultado final?

Nexus: Nós propositadamente saímos da nossa linha para o fazer soar uhm… pop num certo sentido. Somos todos fãs de metal e gostamos de música pesada mas também sentimos que a música é sempre melhor quando tem refrões orelhudos e melodias. Dá-te algo para ires cantarolando, certo? Mas sim, tentámos polir o som o máximo que pudemos, trabalhando o turno da noite com o nosso produtor (Gianmarco Bellumori) tentando ter tudo a soar o mais coeso possível. Claro, como em tudo, em retrospetiva pensas sempre “E se fizermos isto ou aquilo de forma diferente?”. Mas no fim estamos felizes com o resultado final. É o resultado certo para onde nos encontramos agora musicalmente.

Hintf: Falem um pouco mais de ‘The Taint’, a sua ideia conceptual, a sua musicalidade, inspirações e influências para as letras e a arte visual?

Nexus: Bem, o título foi decidido assim que completámos as sessões de gravação simplesmente porque, lendo as letras se tornou evidente que o tema de como as coisas na vida são de alguma forma impuras ou manchadas por falta de uma palavra melhor, e de como essa mancha vai influenciar a nossa própria visão das coisas. Musicalmente nós ouvimos uma grande variedade de artistas, desde os mais expectáveis HIM, (inicio) Evanescence, Nine Inch Nails, Tool, Moonspell, Katatonia e Depeche Mode aos mais excêntricos Dream Theater, Goblin, Turmion Katilot e Dir En Grey. Todos estes artistas foram uma enorme influência em nós e tentámos colocar um pouco dessa influência na nossa própria música, tudo matizado com uma boa dose de escuridão mais que o nosso normal estilo. Visualmente tentamos desenhar as influências da literatura de finais do século XIX e bem… dos filmes do Tim Burton. Sem surpresas aqui.

Hintf: O vídeo e single ‘Solitude’ estão também na calha para serem lançados muito em breve; porque escolheram o tema ‘Solitude’ para ser o primeiro single e vídeo de Nexus?

Nexus: Na verdade o vídeo para ‘Solitude’ saiu em meados de Setembro juntamente com o single. Nós optámos por escolher o ‘Solitude’ simplesmente porque todos concordámos que era um pouco mais otimista que a maioria do disco e tinha um bom refrão. Também reflete a temática geral das letras do álbum muito bem.

Hintf: Se pudessem partilhar o palco com 2 bandas de vossa escolha, não olhando a custos ou géneros, quais seriam?

Nexus: Wow, essa é uma pergunta muito dificil de responder. Há tantas bandas por aí que simplesmente adoramos e respeitamos, no entanto se apenas tivéssemos de escolher duas, essas provavelmente seriam os Tool e os Garbage. Os Tool por causa dos grooves polimétricos progressivos e antiguidade de palco e os Garbage por representarem bem a epitome do que o rock alternativo deve ser: estranho, sonante, thrashy e sexy. Haha.

Hintf: E quais são os principais planos e objetivos para o futuro de Nexus?

Nexus: Nós vamos passar praticamente todo o 2018 a promover o “the Taint” com concertos e lançamento de mais dois singles, depois disso começaremos a trabalhar no processo seguinte, os seus arranjos e preparar para levar a estúdio. Já começamos a trabalhar em algumas demos do novo material também, pelo que estamos em bom caminho. Estamos ansiosos para estes dois próximos singles e depois mais algum desagradável e árduo trabalho para o próximo disco!

Hintf: Deixem uma mensagem de inspiração aos nossos leitores e vossos seguidores!

Nexus: Bem eu acho que devem sempre tentar encontrar a vossa forma de fazer as coisas e se gostam da forma com as coisas se combinam, apenas sigam em frente, independentemente do que as pessoas possam dizer. O caminho batido é seguro, certo, mas novo território é sempre mais divertido. E se fizerem asneira podem sempre chamar-lhe jazz! Esperamos ver-vos em breve em Portugal um destes dias!

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