First Breath After Coma

Entrevista First Breath After Coma

Por: Miguel Ribeiro

-Hintf: Muito obrigado desde já por esta entrevista. Gostava que nos explicassem como surgiu o gosto pela música….

É uma pergunta difícil de responder, porque todas as pessoas revelam o gosto pela música quando entram em contacto com ela. Responder “desde pequenos”, mesmo que seja verdade, não deixa de ser cliché por isso mesmo. A diferença está na maneira como a vivemos e o que fazemos com ela enquanto a vamos descobrindo. Há quem prefira dançar, mas nós não somos grandes dançarinos.

-Hintf: Em que ano nascem os First Breath After Coma, como aconteceu? Apresentem-se…

Os FBAC nasceram em 2012, após um sentimento coletivo dos elementos fundadores dos FBAC (Roberto Caetano – voz e guitarra; Telmo Soares – voz e guitarra; Rui Gaspar – voz e baixo; Pedro Marques – bateria) em criar músicas originais, em descobrir uma identidade musical própria. Já tocávamos covers juntos há quase 5 anos e decidimos deixar isso para trás. Após lançarmos o primeiro álbum, o João Marques, juntou-se a nós para ficar atrás dos teclados.

-Hintf: Quem vos ouve pode considerar o vosso som como sendo post rock,concordam?

Não gostamos muito de rótulos, porque o que nos influência é muito mais do que post rock. Contudo, não admitir que o nosso som apresenta essa influência também seria mentira.

-Hintf: Como funciona o vosso processo criativo?

Gostamos de funcionar como um todo. Todos os elementos participam em conjunto nas várias fases da criação.

-Hintf: Que dificuldades encontraram para formar a vossa banda sendo que são oriundos de Leiria?Ou seja,fácil manter uma banda fora dos grandes centros como o Porto e Lisboa?

Não damos grande importância a esse aspecto. O mais importante é não parar de trabalhar e mostrar que a vontade em manter a banda está lá. No final, a diferença é que uns gastam mais gasóleo do que outros.

-Hintf: Falem-nos da vossa ligacão com a Omnichord Records,e de como surgiu a oportunidade…

A Omnichord é a nossa segunda família, mas às vezes parece mais a primeira. A editora surgiu em 2012 com os Nice Weather For Ducks, um sonho de puto do nosso Manager Hugo Ferreira. Nós entrámos mais tarde, a convite do Hugo, após termos vencido o ZUS!.

-Hintf: Como se definem ao vivo?

Tocar ao vivo é o nosso ponto forte. Gostamos de mostrar toda a intensidade de uma forma muito própria, levando o público a viajar connosco.

-Hintf: Como está a vossa agenda de concertos?Reparei que têm concertos esgotados,como reagem ao vosso

sucesso?

Este ano de 2017 foi brutal e não poderíamos ter acabado da melhor maneira. Esgotar a maior sala da nossa cidade, no último concerto do “Drifter”, foi um sonho, foi uma noite mágica e muito especial para nós. Não nos identificamos com essa palavra, é demasiado forte, mas pensar que em 5 anos já demos perto de 400 concertos, deixa-nos felizes e orgulhosos do trabalho que temos vindo a desenvolver. É sinal que somos reconhecidos.

-Hintf: Qual consideram ter sido o ponto mais alto da vossa carreira?

Não conseguimos eleger um. Temos tido vários, como se fossem objectivos que vamos traçando para nós, mas estão sempre a aparecer novos pelo caminho. Somos bastante sonhadores, por isso, o ponto mais alto da nossa carreira está sempre para vir.​

-Hintf: Porque objectivos principais passam os vossos planos para o futuro?Confesso que após vos ouvir pensei serem estrangeiros,já pensaram em alargar mais os vossos horizontes?

Neste momento, estamos a iniciar o próximo álbum. Devemos estar fora dos palcos ate Junho. Depois disso, vamos focar-nos em continuar o trabalho que temos desenvolvido no estrangeiro, onde já preparamos mais uma tour para o último trimestre de 2018.

-Hintf: Por fim, deixem uma palavra a quem vos ouve e segue e aos leitores da Hintf webzine…

Muito obrigado por todo o apoio! Estamos a preparar o terceiro para vocês.

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