Tannoiser

Entrevista: Tannoiser

Por: Paula Antunes

Hintf: Antes agradecemos o vosso tempo para com esta entrevista! Podem dizer-nos o porquê da escolha deste nome para a banda e qual o seu significado e também alguma da história por trás de Tannoiser para os que só agora descobriram a vossa música?

Agradecemo-vos esta oportunidade! Bem, escolhemos este nome pelo seu particular significado evocativo. Tannhäuser é uma ópera Wagneriana sobre um lendário poeta/músico medieval mas também é citada no filme Blade Runner como uma espécie de misterioso lugar longínquo no espaço sideral. Desse ponto mudámos apenas algumas letras para o atual nome de Tannoiser que soa praticamente da mesma forma que Tannhäuser aos nossos ouvidos italianos. No que concerne à nossa história, temos tocado juntos desde 2013 mas o nosso projeto começou apenas em 2015 quando a antiga banda se separou e nós os três decidimos continuar em frente.

Hintf: Quais são as vossas principais influências e em que se inspiram para a vossa música?

A inspiração para a música e a arte em geral é algo difícil de definir. Quando escrevemos uma nova canção metemos parte de nós mesmos nela. Por vezes a inspiração vem das experiências na vida real, algumas outras vezes de um sentimento em particular e por aí fora. Temos muitas influências mas entre todas podemos referir os Eletric Wizard, Sleep, Cathedral (primeira fase), Celtic Frost, Shining e talvez até The Smashing Pumpkins da altura do ‘Mellon Collie’.

Hintf: A música de Tannoiser é uma abordagem muito bem misturada das sonoridades do black e do stoner metal com uma imensa dose de doom. Se apenas pudessem escolher um termo para definir o vosso som, qual seria?  

Eu diria doom. É um termo muito lato mas acho que é o que melhor sintetiza a nossa música.

Hintf: Têm agora editado desde Fevereiro o vosso primeiro disco, o álbum “Alamut”, e lançado pela editora Leynir Booking. Como aconteceu esta colaboração?

Tudo aconteceu muito ao acaso. Fizemos a nossa estreia em Fevereiro de 2017 em Cassano d’Adda num evento de black metal. O concerto correu bem e em Maio de 2017 fomos contactados para uma substituição de última hora como abertura aos Enisum. Uma vez lá conhecemos o Leynir (baixista da banda de Turim) que nos ofereceu um contrato com a sua editora e a sua agência.

Hintf: Falem-nos um pouco mais sobre “Alamut”. O tema principal do álbum é bem sugestivo tal como bem patente na capa do disco. Qual é a ideia de “Alamut”’e a sua principal mensagem?  

Alamut é o nome de uma antiga fortaleza na Pérsia onde o culto a Hashishin se fazia por viver, rezar e passar o tempo usando drogas que ajudavam na meditação. Então viviam aparte do resto do mundo até â sua destruição. Alamut passa pela história da humanidade com as suas tragédias em que por vezes são apenas tão terríveis como inevitáveis. Neste EP tentamos criar uma atmosfera trágica, violenta e sombria que lembre os eventos que devastaram o mundo.

Hintf: Esclareçam-nos sobre a vossa arte visual neste disco, em que se inspiraram para ela, quem está por trás dos cenários visuais, quer da banda quer do disco?

Bem, no que diz respeito a este assunto, usualmente o aspeto visual do disco e da banda vem de nós mesmos. Para as capas de frente e trás do disco “Alamut” usámos duas fotos tiradas pelo Bruno: a primeira é a flor de Cannabis (de onde os Hashishin tiravam as suas drogas), a outra nas costas é uma antiga ruína que lembra essa mítica fortaleza. As outras imagens foram tiradas no exterior mas refeitas por nós e adaptadas à atmosfera sombria do EP. Por agora apenas recorremos à ajuda externa para os grafismos mais técnicos e específicos.

Hintf: Qual é a vossa visão sobre a indústria musical de hoje? E Como respira a música metal na vossa região, a Lombardia?

A indústria musical está bem viva e vai encontrar a sua forma de sobreviver nesta era do YouTube e das redes sociais. A questão importante é como é que isto vai acontecer e quem vai pagar o preço mais alto. Não tenho resposta mas acho que as pessoas vão continuar a comprar música se acharem que vale o seu dinheiro e tenham a paixão. A Lombardia tem muitas bandas de metal (boas e más) mas vivemos numa província ainda algo longe de Milão, onde estão situados alguns bons locais, pelo que nos distanciamos um pouco dessa cena.

Hintf: E agora, o que se segue na agenda dos Tannoiser? Concertos, composição, descanso, festas e metal’n’rolling?

Estamos a planear fazer alguns concertos nos próximos tempos. Faremos uma mini tour europeia na primeira semana de Novembro pela Itália, Suíça, França, Bélgica, Dinamarca e Alemanha. Descansar não é opção!

Hintf: Por favor deixem-nos uma mensagem aos nossos leitores e vossos seguidores Portugueses!

Muito obrigado por esta entrevista! Queremos também agradecer aos nossos seguidores portugueses. Por favor deixem o vosso like no Facebook! Estamos muito ansiosos por visitar o vosso belo país e para alguns concertos!

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