Last Resistance

Entrevista: Last Resistance

Por: Paula Antunes

Hintf: Comecemos por apresentar a banda, a sua origem e género e um pouco do vosso percurso pelo cenário musical…  

Olá! E obrigado por esta entrevista. Somos os Last Resistance, uma banda de metalcore sedeada em Brindisi, Sul da Itália. A nossa origem deu-se numa espécie de mistura de raízes do metal/metalcore alternativo ou do típico metal de “inícios de ’00” de bandas de metal como Diecast, As I Lay Dying, All That Remains e Killswitch Engage. Depois deste primeiro trabalho que gravámos no ano passado que tentamos incorporar algo novo nas nossas fresquíssimas composições, sabes, algo mais pesado.

Hintf: Parece conseguirem misturar muito bem e à vossa maneira, vários novos estilos da música metal da atualidade. É isto uma consequência das vossas influências e gostos pessoais? E quais são?  

Sempre tivemos influências similares dessas bandas que mencionámos na resposta anterior. Este primeiro trabalho é uma consequência do nosso gosto musical: um punhado de riffs pesados e rápidos, com esses coros melódicos tipicamente encontrados nessa velha escola do metalcore que sempre adorámos!

Hintf: Em que se inspiram para escrever tão belas letras e arranjos musicais?

Tentar a inspiração para escrever riffs e letras é uma paródia quando estamos todos juntos na nossa sala de ensaios. Sabes, esta banda é como uma grande família e tocamos juntos há algum tempo, cada um de nós tem algo a dizer e é deste contexto que retiramos a nossa inspiração.

Hintf: Este é o vosso primeiro disco, um há muito aguardado eu acho, então qual é a sensação agora que finalmente está cá fora e já não é o vosso bebé em exclusivo?  

Estamos muito motivados para continuar com a banda! Podemos certamente dizer que este primeiro trabalho é uma pedra basilar para os dias que hão-de vir! Ao momento estamos tão felizes e satisfeitos que este EP esteja a ser analisado por esta webzine, é simplesmente fantástico! “A World Painted Grey” saiu e esperamos que seja ouvido pelo maior número de pessoas possível.

Hintf: Falem mais deste disco, “A World Painted Grey”, a sua ideia conceptual, sobre o que nos fala ele? 

O nosso EP fala do fardo e das falhas que são tão comuns à temporalidade de cada um. “Karma Violence” fala da história de um homem que enfrenta o seu onírico tribunal, culpando-o pelo seu excesso de orgulho e arrogância; queremos enfatizar o facto da personagem desta canção ser a mesma também em todas excepto na “Enslaved”. Depois do julgamento em “Karma Violence” propomos o tema da autocomiseração em “Misfortune”; o tipo está agora preocupado com o julgamento e seus princípios éticos agora caídos, pelo que o imaginamos a perguntar-se como pode curar a sua consciência. “Point of No Return” marca uma espécie de ponto de viragem no nosso trabalho pois a faixa representa o nosso ponto de vista sobre este tipo de processo mental: a humanidade está votada ao aniquilamento da moralidade e o protagonista do nosso EP não é exceção. “A World Painted Grey” fecha com a quarta faixa chamada “Enslaved”, uma espécie de despedida dada pela banda em si, a sugestão de não persistir neste tipo de atitude e de abraçar a moralidade e a justiça.

Hintf: Como tem sido até agora a receção ao novo disco por parte dos vossos fãs?

Bem, podemos certamente dizer que “A World Painted Grey” foi bem apreciado pelas pessoas que o ouviram. O que nos faz muito felizes e orgulhosos é que até as pessoas que até aqui nos desconheciam nos congratularam pelo mesmo. Tão bom! Esperemos que até os portugueses gostem dele!

Hintf: Estão a par da nossa cena musical de metal? O que conhecem de Portugal?

Pedimos desculpa, mas desconhecemos a cena metaleira portuguesa. Vamos conferir algumas das vossas bandas de arrasar, é uma promessa!

Hintf: E como está a atual cena musical na vossa terra, Brindisi? É difícil ser-se uma banda de metal por lá?

Estamos tristes com isto, porque na nossa terra os eventos de metal são, muito muito  (muito) escassos. O último foi o nosso, a apresentação official de “A World Painted Grey” que foi muito bem-sucedida. Ainda assim, Brindisi está cheia de pessoas que aderem a este tipo de eventos, mas os clubes de música ao vivo preferem outros géneros musicais. A propósito, somos tão positivos quanto ao futuro, que alguém, talvez nós, possa mudar esta situação e permita que uma nova vaga de eventos de metal comece na nossa cidade, porque não!

Hintf: Ainda são uma banda muito jovem, quais são os vossos principais planos e objetivos para o futuro de Last Resistance? Para quando novo material lançado por vós?

Então, estamos atualmente a trabalhar em novas canções que serão incluídas no novo álbum. De certeza que será um álbum conceptual, e o estilo de música vai ser um pouco mais agressivo, sem perder aquelas “secções atmosféricas” que se podem encontrar em algumas das canções de “A World Painted Grey”. Não podemos quando estará disponível certamente, mas podemos assegurar-vos que estamos a dar duro no assunto.

Hintf: Obrigada pelo vosso tempo para com esta entrevista! Deixem-nos uma mensagem de inspiração aos nossos leitores e vossos seguidores!  

Obrigado por esta entrevista, foi muito agradável uma mensagem que queremos deixar a todos é: sigma a cena underground e continuem a ouvir música Metal, pois pode dizer mais que muitas outras coisas, mesmo em 2018. P.S. Para os seguidores da “Hintf” (ou não): Confiram a nossa loja de merch, podem encontrar o formato físico do nosso EP “A World Painted Grey” e algumas lindas t-shirts. Cheers!

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*