U.D.O.

Banda: U.D.O.

Titulo: “Steelfactory”

Editora: AFM Records

Data de Lançamento: 31.Agosto.2018

Falar dos germânicos U.D.O. e da sua obra, essencialmente a mais recente, é tarefa árdua, dado não só o carisma e estima que a banda liderada por Udo Dirkschneider nos merece uma vez que é causador de ao longo de 40 anos nos proporcionar algumas das melhores composições já feitas na cena Heavy Metal mundial, tal como é inegável a constatação que é perentória fazer-se sobre a importância da continuidade e longevidade deste coletivo.

Mas, carreiras a solo ou de banda à parte, essas seriam considerações para outras linhas… o que importa e atualmente nos leva a ocupar este espaço é exatamente o mais recente álbum a engrossar a discografia do coletivo U.D.O. e que por via da sua atual editora, a AFM Records, estará oficialmente disponível no próximo dia 31 de Agosto do corrente.

Intitulado simplesmente de “Steelfactory”, este disco que contempla 13 temas originais e num total de 58 minutos capta um dos períodos mais criativos dos U.D.O., vai servir não só a atuais seguidores da banda como a gerações vindouras de melhor descrição em formato ‘bolacha’ do melhor que o Heavy Metal e todas as suas variantes estilísticas tem para oferecer.

“Steelfactory” é uma verdadeira fábrica de aço, onde se sentem ainda as crepitantes e saltitantes fagulhas de malhas forjadas a ferro e fogo, melodias quentes e envolventes, que desconstroem frios e genéricos riffs de guitarra que nos fazem em uníssono vocal com os orelhudos refrões erguer punhos e inchar peitos de orgulho na escuta de uma arte tão habilmente praticada, com potenciais hinos metaleiros que desfilam implacavelmente uns após outros.

Onde a dupla ‘Raise The Game’ e ‘Blood On Fire’ brilha pela piscadela ao power metal de Manowar ou ao sinfónico de Rhapsody Of Fire, já a seguinte ‘Rising High’ atropela corações mais apaixonados pela arte de Rob Halford e atenção que estas são referências sonoras em nada termos de comparação com o que atualmente roda.

É ‘Rising High’ de facto o tema que melhor descreve sonoramente a pujança e maleabilidade rítmica de U.D.O.; originalidade na conjugação de velocidade e perceção absolutamente perfeita dos instrumentos que parecem chegar de vários pontos e convergem e simultaneamente ricocheteiam no instrumento humano, a voz de Dirkschneider.

Uma excelente aposta a da aquisição deste disco bem como o seguir pertinentemente o trabalho de U.D.O. que muito tem para revelar ainda, de futuro e no passado sempre presente.

Pontuação: 8,7/10

Por: Paula Antunes

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