Derdian

Entrevista: Derdian

Por: Paula Antunes

Hintf: Antes de mais obrigada pelo vosso tempo para com esta entrevista e parabéns pela vossa carreira e o mais recente trabalho! Agora, e para quem só agora teve oportunidade de descobrir a vossa música, o que em primeiro lugar vos levou a tornarem-se músicos? Quais foram as vossas derradeiras influências e inspirações?  

Obrigado pela oportunidade de falarmos sobre a nossa música, Paula. Creio que o nos tornarmos músicos foi por acaso. O acaso de seis pessoas que, dia após dia, canção atrás de canção, ter que admitir que fizeram um bom trabalho. Um dia és apenas um rapaz numa sala de ensaio, vinte anos depois és uma banda de homens nos seus quarenta a gravar o seu 7º álbum…muito estranho! Acerca das nossas influências e inspirações…pergunta muito difícil. Um dia éramos seis tipos a ouvir imensas bandas. Mas agora eu acho que não precisamos de influências. Temos uma identidade e personalidade e acabo por ouvir muito pouca música.

Hintf: O que nos podem dizer sobre o processo de formação de Derdian? Como é que tudo começou nos idos do ano de 1998?

Nós formámo-nos num pub em Milão onde nos encontrámos para decidir o nome da banda. Éramos seis tipos com muitos sonhos e alheios às dificuldades que iríamos encontrar pelo caminho. Foi realmente muito difícil e de todos aqueles tipos no pub acabei por ficar sozinho… Ao longo dos anos e como lineup atual encontramo-nos e temo tido sorte, eu acho, de ter tido alguma química. Quando tocamos nem precisamos de nos orientar uns aos outros, é como se lêssemos as mentes. É mágico!

Hintf: Apesar de serem categorizados como banda praticante de power metal sinfónico, de que melhor forma descrevem a vossa sonoridade?

Quando compomos uma canção no pensamos no tipo de musica que estamos a tocar, apenas pensamos se gostamos do que tocamos ou não, pelo que não nos fazemos perguntas e quando lemos nas análises aos nossos trabalhos que tocamos sinfónico ou progressivo ou bombástico, realmente não nos importamos com isso! 😉 Se gostamos disso? Então é ótimo!

Hintf: Ao longo destes 20 anos de carreira têm estado sempre bastante activos, lançando álbuns quase a cada intervalo de 2 anos; como conseguem manter a vossa criatividade e originalidade, o que neste ainda novo milénio inspira os Derdian a compor e criar novas canções?

Não planeamos como manter a nossa criatividade. A criatividade chega por ela própria quando menos se espera. A canção surge naturalmente e muitas das vezes já com as letras. Acerca da inspiração, a nossa lírica, as nossas histórias não expressam positivismo ou otimismo, mais o contrário e o facto de o mundo se estar a tornar um inferno, o que para nós até é bom pois neste milénio haverá enão mais inspiração para nós 😊. Portanto, quanto mais coisas más acontecerem no mundo nos próximos anos, mais ideias teremos para as nossas canções e também melhores formas de gozarmos com a raça humana que pelos seus constantes erros e tretas profundamente iremos desprezar. Talvez sejamos um pouco rebeldes (punk) em relação a isto, não achas? 😉

Hintf: “DNA” é o vosso disco mais recente, previsto sair a 25 de Julho, e mais uma vez de forma independente. Alguma vez consideraram a hipótese de assinar por uma editora e obter uma maior exposição?

Hoje em dia assinar por uma editora significa apenas pagar por um acordo e apenas pela satisfação de teres o logo da editora impresso no cd, porque na era da internet não precisas de uma editora para poderes chegar até aos teus lindos e queridos seguidores. Não nos importamos com uma maior exposição, mais cedo ou mais tarde tudo o que precisas é que ouçam a tua música. É apenas uma questão de quando… Sem editoras, sem pessoas a usar o nome de Derdian para fazer dinheiro sem o real beneficio para a banda, e não me refiro à Japanese King Records que tem a licença para no Japão vender o nosso último álbum. Esses tipos são um espetáculo e pelo seu excelente trabalho merecem ter o nome que tem.

Hintf: Falem-nos mais de “DNA”, a sua ideia conceptual, e a maior diferença entre o seu predecessor de 2016… J

“DNA” pode ser considerado a prequela do recomeço da humanidade e é inspirado pelas teorias dos antigos estudiosos hebreus que literariamente traduziram o Antigo Testamento da Bíblia Sagrada. Entretanto descobriram que a palavra ‘Elohim’ que foi traduzida como ‘Deus’ expressa na verdade a pluralidade e deveria ser traduzida como ‘Os Deuses (Elohims)’ que é o nome da raça que veio do futuro e que nos criou e administra desde há muitos milénios. A pluralidade foi então confirmada pelo facto destes Deuses terem dividido o planeta ao se terem guerreado entre eles e em particular Yahveh que foi o administrador do atual Médio Oriente. Perpassa destas traduções que os Adões (Adams) – (os atuais Homo sapiens sapiens), foram na verdade criados numa mistura de ADN alienígena com o do Deus (Elohim) com o qual os hominídeos conviviam no planeta Terra nessa altura.

Isto também explicaria o enorme intervalo evolutivo entre o Homo sapiens e o Homo sapiens sapiens que os estudiosos nunca conseguiram explicar.

Hintf: Quão ansiosos estão os Derdian com este novo lançamento e até agora como tem sido a reacção ao disco por parte dos vossos seguidores e da Imprensa? 

Muito muito boa! No Japão o “DNA” foi top de vendas no mês de Julho e estivemos em melhor posição relativamente a famosas e veteranas bandas (dados providenciados por editoras 😉). Estamos muito orgulhosos destes resultados.

Hintf: E ao vivo? Quais são os principais planos de Derdian para a apresentação ao vivo de “DNA” perante o público? Planeiam sair do vosso belo país, Itália e talvez vir fazer-nos uma visita (a Portugal)?

Ehm…a Itália não é o nosso belo país… E musicalmente sentimo-nos em casa em qualquer parte do mundo. A Itália nunca nos deu qualquer apoio na excepção de alguns amigos de lá. Acerca de concertos, vamos ter duas datas em Osaka e Tokyo no Evoken fest de 2018. Não sendo músicos por ofício e todos tendo os seus empregos sujeitos a ferias e cenas, isto dificulta-nos o planeamento de tours em suporte às nossas edições. É mais fácil planear algum espaço em festivais de metal. Portugal é um país que sempre quis visitar. Toda a gente que aí vai diz que é espectacular e eu pessoalmente gostaria de surfar as vossas praias. Um amigo disse-me que há muitos bons spots aí!

Hintf: Por fim mas não menos importante… Deixem-nos uma mensagem aos nossos leitores e vossos seguidores portugueses!  

Obrigado malta pela vossa paciência. Por vezes é difícil ler até ao final de uma entrevista. Espero que este não tenha sido o caso! Apoiem a música independente por favor! É livre da escravidão da indústria musical! Adoramo-vos a todos!

Henry

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*