Beyond Carnage

Entrevista: Beyond Carnage (João Amado // Guitarra)

Por: Mário Filipe Pires

Hintf: Primeiramente quero agradecer a disponibilidade para esta curta troca de palavras. Começando pelo principio, e até porque ainda são desconhecidos para grande parte do circuito, como surgiram os Beyond Carnage e com que propósito?

J.A.: Tudo começou com a vontade de reunir um grupo de pessoas com o enorme gosto pelo Death Metal dos anos 90, foi através do Rui Cristo (baixo) e do Paulo (bateria) que no Inverno de 2014 me apresentaram o Luis Correia (guitarra), assim com a ideia do projecto começamos a compor alguns temas e a ensaiá- los, ainda sem vocalista por divertimento e claro pelo gosto pela música, um pouco mais tarde o João Colaço (vocalista) entrou para o projecto e com o line up completo começamos a tentar fazer algo de mais sério. Entretanto o Rui (baixo) por motivos profissionais teve que abandonar a banda e foi substituído pela Inês, meses mais tarde o baterista Paulo é substituído pelo Luis Abreu, a partir daí foi ensaiar e trabalhar os temas que iriamos gravar.

Hintf: O hiato dos Gennoma – outro projecto do João Amado e Luis Correia – provocou de alguma forma a geração dos Beyond Carnage?

J.A.: Não de maneira alguma, embora sejam ambos projectos de música extrema (Metal) são muito diferentes tanto na sua composição como na temática.

Hintf: O vosso line-up é constituído por elementos conhecidos no meio. Foi difícil agregar estas individualidades, ou basicamente sentiam todos a mesma carência?

J.A.: Penso que foi um pouco por ai, em determinado momento precisámos de fazer algo relacionado com as origens de cada um, grande parte de nós desde muito jovens cresceu a ouvir bandas como Obituary, Death, Cancer, Bolt Thrower, etc. Penso que embora os tempos avancem e a música vá evoluindo as nossas origens ou raízes nunca desaparecem.

Hintf: Com uma estrutura musical perfeitamente identificada, qual a tua opinião sobre o actual momento do old school Death Metal a nível global? Quais são as bandas que andas a ouvir?

J.A.: Tanto quanto sei não há muitas bandas novas dentro deste género, com o passar dos tempos tem sido um género meio esquecido, apareceram mais subgéneros, Deathcore / Metalcore, etc… e os novos músicos começaram a ir mais por esse caminho. Eu pessoalmente gosto de ouvir muita música não só dentro do Metal, ouço desde alguma música clássica ao Pop eletrónico, como Rock nomeadamente dos anos 80.

Hintf: A press release de “Profane Sounds Of The Flesh” é extremamente intuitiva no que diz respeito á doutrina que intentam propagar. Para quem ainda não vos conhece, em breves palavras consegues detalhar liricamente a vossa música?

J.A.: Caos, brutalidade, misticismo, negro…

Hintf: Ao longo dos últimos anos as editoras no modo geral têm perdido o protagonismo e importância do antigamente. De que forma a Firecum Records foi essencial para ajudar na vossa exposição?

J.A.: Sendo uma editora relativamente nova e pequena, mas com muita vontade de trabalhar e ajudar todas as bandas que têm em portfólio que já são umas tantas, tendo eles mais experiência e contactos têm sido uma peça fundamental na nossa promoção.

Hintf: Era relevante para os Beyond Carnage emergirem associados a uma editora, ou foi simplesmente um capricho (risos)?

J.A.: Não, capricho não, desde que finalizámos a gravação do cd que um dos principais objetivos era conseguir que o trabalho saísse por uma editora para que o nosso trabalho pudesse chegar mais facilmente ao maior número de pessoas possível, de salientar que a malta da Firecum embora sendo uma editora pequena e com poucos recursos, têm feito o seu melhor para divulgar, distribuir e  apoiar o nosso trabalho, isso para nós é muito importante.

Hintf: O lançamento do vosso EP de estreia aconteceu há mais de um (1) mês, e entretanto já fizeram algumas apresentações ao vivo. Como tem sido a reação do público? Têm previsto alguma tour de promoção ao vosso trabalho, ou a ideia passa apenas por concertos esporádicos a nível Nacional?

J.A.: Temos tido um feed muito positivo, tanto nos concertos como em algumas rádios, que nos têm ajudado a divulgar o disco e reviews de algumas revistas e webzines Nacionais e Estrangeiras têm feito do nosso disco. Quanto a concertos continuaremos a dá-los a nível Nacional, mas um dos objetivos será tocar no estrangeiro, vamos ver o que o futuro nos proporciona.

Hintf: Neste seguimento, como sentes nos dias de hoje o underground Nacional? Existem espaços suficientes para a realização de eventos? As condições são minimamente razoáveis? Os festivais de verão especificamente do género arriscam nos novos talentos, ou continuam a apostar maioritariamente nos valores mais seguros?

J.A.: Acho que cada vez mais temos um underground mais forte com novas bandas a aparecer com qualidade, não estamos muito mal servidos de salas a nível nacional que dão as condições mínimas para que as bandas possam mostrar os seus trabalhos, quanto aos festivais já ditos grandes é um pouco difícil de uma banda nova conseguir entrar nesse circuito, regra geral continua-se a apostar muito nas bandas mais conceituadas a nível Nacional sem haver grande espaço para os ditos novatos, a não ser que se tenham bons conhecimentos e amigos nos sítios certos.

Hintf: Aproveitando esta oportunidade, o que podes adiantar em relação aos Gennoma? Tens novidades que possas divulgar em primeira mão aos nossos leitores?

J.A.: De momento estamos com o line up um pouco desfalcado pela saída de alguns elementos, uns por motivos pessoais outros por falta de motivação, espero que no próximo ano 2019 se consiga reunir elementos para reatar o trabalho.

Hintf: Para terminar, alguma mensagem para a vossa fanbase e seguidores da Hintf Webzine?

J.A.: Muito obrigado pela oportunidade que nos estão a proporcionar para dar a conhecer o nosso trabalho, continuem a apoiar o underground Nacional assim como todos aqueles que por gosto disponibilizam o seu tempo e muitas vezes os seus recursos financeiros para  divulgar  bandas e os concertos que se vão realizando, obrigado.

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