Cauldron

Banda: Cauldron

Titulo:“New Gods”

Editora: Dissonance Productions

Data de Lançamento:07.Setembro.2018

Antes de começar a review deste novo álbum dos Cauldron, é importante referir que o Metal, música que me embala desde os 9 anos de idade, é sem dúvida na sua extensão de género, uma vertente bem rica da Música com M grande. Dito isto, gosto de Metal. E sobretudo de Heavy Metal. Pois foi com ele que comecei a apreciar música (pronto ponho de parte todo o classicismo que me acompanha desde jovem). Mas, a verdadeira aventura musical começou com a NWOBHM e, por isso, é sempre um prazer escrever sobre esta forma “mais pura” de Metal.

Posto isto (e a micro-biográfia…), o 5º álbum destes Canadienses, que segue o muito aclamado “In Ruin”, propõe um conjunto de 9 faixas, num género de Heavy Metal/Rock Metalinteressante e bem construído e que tem algo mais. Um toque melódico, que devo dizer entrega as composições um “jene sais quoi” muito 80’s, também fruto de uma produção que parece orientada para tal. Obviamente que o facto de estarmos na presença de um trio fornece ao conjunto algo verdadeiramente único. Riffs bem estruturados, muito melódicos, muito rápidos quando necessários e sobretudo que solos! Muito mas mesmo muito bem enquadrados. Ian Chains, sabe perfeitamente dar uso às suas cordas, embora (aí poderão existir algumas falhas de produçãoao meu ver) nem sempre com o melhor destaque. A secção rítmica está muito bem destacada, com o baixo de JasonJunop (que também tem a voz a seu cargo), a soar heavy, mas ao mesmo tempo a impor um ritmo que nem sempre parece vindo do Metal. Por exemplo, em “No Longer”, que tem uma rítmica muito interessante, muito 80´s mas que ao mesmo tempo nos fica completamente no ouvido. E a voz está perfeitamente enquadrada com as melodias que nos são aqui servidas. Em “No longer”, novamente, temos aos 2/3 da música uma passagem só com vozes harmonizadas, que dá outra dimensão à música. Em “Save theTruth – Syracuse”, temos também uma mostra do valor da voz de Jason.

Para mim, um dos destaques será a música que serve de single ao álbum, “lettingGo” que acaba por ser algo diferente do resto. Mais rock e com um riff de guitarra que fica muito no ouvido. “NeverbeFound” também é muito interessante no sua estrutura rítmica. Também destacar “Drown” e “Lastrequest”, duas boas malhas Heavy, com riffs de guitarra e solos interessantes.

O único grande problema que poderia ver neste álbum, é que talvez devido a pequenas falhas na produção, por vezes a voz e a guitarra parecem algo “desaparecidas”. E talvez o facto de algumas músicas, sobretudo na primeira parte do álbum, soarem algo parecidas. Mas de resto acho que estamos perante um álbum bem trabalhado, de uma banda que gosta bastante de Heavy Metal/Rock Metal clássico e não só. Interessante!

Pontuação:7,8/10

Por: Julien Valente

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