Paradise Lost

Banda: Paradise Lost

Titulo:“Believe in Nothing” (Remix-Remastered)

Editora: Nuclear Blast

Data de Lançamento: 29.Junho.2018

Apenas quer começar por dizer que os Paradise Lost são uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos. Sejam pela sua passagem pelas Sonoridades mais Pesadas ou pelo lado mais gótico de alguns dos seus álbum. Alias o toque gótico está presente em quase todos os álbuns, mesmo numa vertente mais pesada, não se consegue verdadeiramente dissociar da sua sonoridade global.

O que verdadeiramente importa, e sempre importou, é a busca constante da inspiração. E esta banda sempre gostou de caminhar em terrenos que por vezes poderão não ter agrado a todos, mas que na realidade acabaram por se revelar algo muito completo. Completo porque a sua sonoridade acabou por ficar mais rica e sobretudo diferente.

Posto isto, este Lp “Believe in Nothing” foi o 8º editado pelos Britânicos, e embora um pouco mais distante da veia “Depeche Modiana” do álbum anterior “Host”, podemos sem dúvidas dizer que ainda permanece muito ligado aos elementos góticos que caracterizam esta fase dos Paradise Lost. No entanto, e conforme dito por Nick Holmes numa entrevista, a banda não estava totalmente satisfeita com o resultado final do álbum de 2001. Por essa razão, encontraram tempo para proceder a este relançamento, com remix e remastering pela mão de Jaime GomezArellano, e o que podemos ouvir é algo bem gótico com som bem redondo, poderoso, mas ao mesmo tempo bem equilibrado. Assim que o LP abre com “I Am Nothing” ficamos logo com a noção de que o som está diferente. Mais volumes nos agudos (com bastante boost), e todos os sons, mais “discretos” na versão original, estão agora amplificados para uma audição muito mais interessante (por exemplo pratos mais audíveis, guitarras mais acutilantes).Temos também uns baixos bem mais redondos, bem mais “presente” o que dá à música um “aspeto” geral muito mais “prestigioso” do que na sua versão anterior. Não me quero alongar muito no remix de cada música, mas convém dizer que as mesmas foram de facto muito trabalhadas, ora fazendo sobressair a voz, ora a guitarra, mas sobretudo os baixos e os agudos foram fortemente trabalhados. E isso, nota-se em músicas como “Mouth” com a voz mais clara, e a parte eletrónica mais presente, tornando-a muito gótica, mas com umas guitarras com mais presença, continuando a dar-lhe aquele toque bastante forte.

É de facto muito agradável para quem gosta desta banda ver o notório trabalho feito neste relançamento, pois em determinadas músicas parece que nos aproximamos de outras bandas metal Góticas, como os Type O Negative, naquilo que é o “deep” dos baixos que encontramos aqui nesta nova edição (“Set it to the World” ou “Illumination”) são excelentes exemplos no que diz respeito a este “retrabalhar” do LP. E para mim que gostei bastante do original, devo dizer que a experiência sonora é muito mais rica, sobretudo se estiverem a usar fones.

É também interessante que as influências presentes nestas composições musicais parecem serem ainda mais notárias neste relançamento, desde os baixos já falados que nos aproximam de uma certa influência dos Type O Negative, passando por toques de DepecheMode bastante presente nas partes eletrónicas, ou passando por momentos que diria quase “à Cure” (“NeverAgain” – aquela guitarra inicial e aquele delay e eco, senhores…), voando até para momentos bastante SistersofMercy!

Concluiria apenas dizendo que para quem é fã, esta reedição é obrigatória! E para quem não é fã, lamento, mas é obrigatória também!!

Pontuação:9,5/10

Por: Julien Valente

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