Marduk

Banda: Marduk

Titulo: “Viktoria”

Editora: Century Media

Data de Lançamento: 22.Junho.2018

Os veteranos Marduk têm, com este “Viktoria, o seu 14º lançamento de LP. Uma marca forte, para uma banda igualmente forte e carismática no mundo do Black Metal. Os suecos estão quase nos 30º anos de existência (28 para ser preciso) e são, sem dúvida, uma das maiores influências da cultura Black Metal na Europa e no mundo.

O que caracteriza o som desta banda é justamente o não fazer como os outros. Muita intensidade nas composições, um Black Metal não típico que vai buscar alguns toques de Death Metal que agrada, pelos vistos, bastante aos Marduk. Uma Música muito furiosa, é sempre o que os fãs da banda esperem destes senhores.

Dito isto, terei mesmo de começar por referir que este álbum, para mim, tem uma parte boa e uma parte menos interessante. A primeira parte é muito desequilibrada. Começando então pela música que abre o LP “Werwolf” e temos uma música bastante agressiva, com uns ligeiros toques de Punk e muito curta em duração. Não é que não fica no ouvido, mas parece-me algo deslocada. Já “June 44” parece-me uma composição mais clássica, algo a roçar a mais pura intensidade demoníaca, algo verdadeiramente violento! Há que destacar o equilíbrio Voz (Mortuus), Guitarras (Morgan), baixo (Devo) e bateria (Fredrik). Muito rítmico e muito poderoso! “Equestrian Bloodlust” continua neste registo de velocidade e fúria, como algo que estivesse completamente possuído. Falando agora de “Tiger I” e embora com um ritmo lento, e algum peso, e quebras de ritmo (acelerações) me parece bastante desenquadrada.

Quando entramos na segunda parte do LP, o todo já parece muito mais equilibrado e com mais sentido, muito mais Marduk. “Narva” abre então estas novas hostilidades e temos aqui um tema com muita fúria. Uma fúria que parece saída de um campo de batalha. Os pratos da bateria que ressoam no fundo por escolha da produção dão aquele “je ne sais quoi” a este tema. Quase que estamos perante algo épico! E a partir daí estamos mesmo lançado para um álbum verdadeiramente “Mardukiano”. “The Last Fallen”, algo tão forte que nos dá uma vontade repentina de ir furiosamente de encontro a um “Wall of Death” virtual. Muito interessante a faixa que dá nome ao álbum, “Viktorian” tem tanto de agressivo, caótico, com algumas dissonâncias como de melódico. Apenas para concluir com “Silent Night” que tal como “Tiger I” está gravada com um ritmo lento, mas aí a dimensão da música é absolutamente soberba, algo malévola e fantástica.

Álbum algo desequilibrado, mas com uma boa produção, temas bastante furiosos e que não desiludem no seu todo. Interessante.

Pontuação: 7,8/10

Por: Julien Valente

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