Khemmis

Banda: Khemmis

Titulo: “Desolation”

Editora: Nuclear Blast

Data de Lançamento: 22.Junho.2018

Se há algo que se pode afirmar sem muitas dificuldades é que os Khemmis têm uma espécie de estética própria, tanto no seu panorama musical como no seu visual. Uma banda que vai fazendo o seu caminho, devagar, mas de uma forma contínua. Em 2015, estes senhores de Denver lançam o seu primeiro álbum, “Absolution”, que terminará na 9ª posição da tabela dos 40 melhores álbuns da revista Decibel. Logo no ano seguinte, lançam “Hunted”, com sonoridades entre  riffs de doom mais pesado e harmonias quase “Maidenianas”, algo que atrai fortemente o ouvido e que embala para viagens épicas! Este último registo coloca sem dúvida alguma os Khemmis no panorama das bandas de Doom mais promissoras mas ao mesmo tempo solidifica a banda como uma das mais vanguardistas e influentes do Doomactual. E isto faz com que osKhemmis tenham colocado a barra muito alto para o lançamento deste novo LP.

Dito isto, este novo registo, “Desolation” poderia facilmente ser uma espécie de cópia ou versão melhorada de “Hunted”. Em vez disso, os Khemmis decidiram não cair na facilidade e apimentaram um pouco as coisas mostrando novas influências que incorporam nestas novas composições. O novo LP abre com “Bloodletting”. Melodias muito interessantes (voltamos a ter aquelas harmonias muito ” à Maiden” mas sem perder aquele toque mais “Doomesco”. Phil Penderast, o vocalista (guitarrista também), actua aqui num registo quase sempre melódico, dando muita intensidade, emoção e, por uma ou outra vez, aparecem umas vozes mais guturais dando “thepefecttouch” entre o melódico e o mais poderoso. Importante referir que embora a presença do Doom nunca desapareça totalmente, o elemento mais dominador neste álbum será um Metal mais clássico. Guitarras que se cruzam nas escalas, harmonias, solos bem executados. Mas o que sobressai verdadeiramente é o dueto de Lead Guitars, muito eficiente e coeso. O melhor exemplo desta forte presença de guitarras sem perder a presença do Doom é ” Isolation”, que começa de maneira muito clássica, com uma voz melódica, e que ao caminhar para o final, acaba por passar por um estilo musical muito mais Doom. Confesso que gosto bastante desta mistura de géneros. Em “Flesh to Nothing” passamos por estes momentos e é ainda incorporado um momento quase Black, o que eleva bastante a qualidade das composições instrumental e vocal da banda. Sem dúvida uma das faixas que se destaca mais no álbum. Em “Theseer” encontramos talvez a composição mais próxima daquilo que é o mais “normal” Khemmis. Destaque ainda para “Mawof Time, onde a voz gutural de Ben Hutcherson (Guitarra também) está mais presente e que faz desta faixa um dos momentos a reter do álbum (e vão duas…). Não poderia não falar de “FromRuin” tanto Doom no início e depois aquele voo de guitarras. Absolutamente delicioso! (e vão três)

De facto, gosto de Khemmis. Já gostava e posso dizer que admiro bastante a maneira de compor e de repor em causa a composição para servir álbuns deste tipo. Muito bom mesmo.«

Pontuação: 9/10

Por: Julien Valente

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