Azagatel

Banda: Azagatel

Titulo: “Sol”

Editora: Nekrogoat Heresy Productions

Data de Lançamento: 25.Março.2018

O coletivo aveirense formado em meados de 1995,sim, ainda no século/milénio passado, e que dá pelo nome de Azagatel, praticantes do culto musical ao paganismo na vertente folk mais obscura da música, está de volta às lides discográficas e respiram a plenos pulmões uma saúde musical invejável, assim como se os anos por eles não houvessem passado.

“Sol” é o astro que a todos ilumina e que intitula este EP composto de 6 canções, e com a chancela da também nacional editora Nekrogoat Heresy Productions, veio assim desde o passado dia 25 de Março do corrente iluminar as almas pagãs mais sequiosas de registos votados à idolatria da Natureza, invocando espíritos celebradores de equinócios e solstícios, numa assertiva forma de catarse da finitude do ser humano e da sua libertação e retorno a sagrado e profanado solo terreno.

Gravada esta limitada edição de apenas 200 unidades em CD durante o outono do transato ano, há uma particular diferença para o registo anterior que remonta a idos de 2012 e que ressalta de imediato ao ouvido de seguidores mais atentos de Azagatel; o despojo de instrumentalização elétrica e que por conseguinte se desenrola sem pressa, numa velocidade rítmica sem sobressaltos, valendo-se este “Sol” pela sua exímia captação em modo acústico, e aqui créditos se dá ao trabalho de produção de Rui Oliveira.

Ao longo dos 31 minutos de duração deste EP “Sol”, somos suavemente transportados para uma elipse temporal que nos leva a sonhar com a época medieval e quase sentimos o cheiro da mãe terra exalando odores de terra molhada, com suaves brisas que afagam os nossos rostos, cobrindo-se o solo de folhagem de tons vermelhos e castanhos, velhas folhas que darão lugar a novas sementes e nova vida.

O perfeito equilíbrio entre a mãe natureza e as suas melodias mais sussurradas surge sob a forma da lírica cálida e de solene interpretação com a pureza obscura da alma de Hrödulf, sempre na trabalhada e complexa língua portuguesa.

“Sol” faz-se de raios luminescentes e abrasadores como ‘Sol Invictus’ mas também com ‘Cariocecus’, o gentil e ofuscante último raio antes do ocaso final.

Um disco a ser apreciado sem preconceitos, com calma e de preferência, porque não, acompanhado da companhia de um bom e néctar dos deuses.

Pontuação: 8/10

Por: Paula Antunes

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