Artizan

Banda: Artizan

Titulo: “Curse of the Artizan”

Editora: Pure Steel Records

Data de Lançamento: 17.Agosto.2018

Os Artizan, banda dos estados unidos sedeada na Florida, editaram este “Curse oftheArtizan” em 2009. O anterior auto denominado EP, tinha alcançado algum sucesso na cena underground “Metalo-Power-Progressiva”. Há que dizer que o som desta banda navega entre um Metal mais clássico (IronMaiden e Judas Priest) e sonoridades mais Power Metal com um toque muito interessante “à la DreamTheater”,Prog Metal Clássico, seria talvez o mais adequado para a classificação deste álbum de estreia. Desde então, editaram mais 3 álbuns e deverá ser lançado um novo LP algures em agosto deste ano.

Mas enquanto esperamos pelo novo material, temos em mão este relançamento do primeiro álbum. As composições dos Floridianos foram sem sombra de dúvidas construídas em torno da guitarra de ShamusMcConney e da bateria de TyTammeus. Posso dizer que os riffs de guitarras sempre enérgicos, sempre melódicos, assim como a bateria que parece sempre estar num caminho de força e frenesim, são algo muitíssimo interessante e que funciona por si só, sem necessidade de mais nada. Já não poderei afirmar o mesmo da Voz. Tom Braden, embora um excelente vocalista, parece algo desenquadrado do resto dos elementos que fazem e trazem à música aquela força e energia bem particulares. Com a voz, parece que a música perde-se em algo demasiado “simpático”, perdendo aquele lado mais agressivo que poderia fazer deste Artizan um banda bem peculiar.

Mas pronto, não estou com isto a querer dizer que este álbum é um mau álbum. Bem pelo contrário, existem aqui coisas bem interessantes. Os exemplos de “Rise” com um riff bem carregado, bem forte de McConney, que nos transporta logo para um lado mais obscuro (algo que é bastante único neste álbum) ou “Curse oftheArtizan” que fecha o LP, que nos transporta para sonoridades bem ao estilo do que se encontra hoje em dia com IronMaiden. Aí podemos facilmente destacar os momentos musicais em que fica muito bem a dupla McConney e Tammeus. “Fire”, por seu lado, mostra os dotes vocálicos de Braden, e realçam o facto de ser um bom vocalista. Destaque para “Game Within a Game”, talvez a melhor faixa do LP. Muito progressiva, com um momento de relevo para o Baixista J. JenningsJr. e que nos mostra novamente um Braden mais à vontade com este tipo de sonoridade mais técnica.

Não será o melhor álbum nem de um género nem de outro (nem Clássico Metal, nem Progressivo), mas que contém algumas faixas interessantes. Vale a pena ouvir este relançamento.

Pontuação:7,5/10

Por: Julien Valente

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